sexta-feira, 24 de julho de 2009

Paciente geriátrico


A Odontogeriatria atual passa por certos desafios. Um problema antigo na Odontologia se refere à visão da cavidade oral como que isolada do restante do corpo, o que leva ao não reconhecimento da saúde oral como componente importante da saúde geral do indivíduo. Tal visão precisa ser renovada e entendida pelos pacientes.
Alguns mitos referentes à saúde bucal e o envelhecimento:

· O envelhecimento em si não traz doenças. Muitas pessoas envelhecem sem doenças. A doença pode ocorrer ou não durante o envelhecimento; quando ela ocorre, o processo de envelhecimento é afetado consideravelmente e o paciente pode ter muitas de suas funções deterioradas rapidamente, especialmente se não se submeter a tratamento médico. De qualquer forma, com ou sem doenças, as limitações que ocorrem durante o envelhecimento devem ser aceitas e superadas com os tratamentos e aparelhos médicos disponíveis (óculos, aparelhos para surdez, bengalas, andadores, cadeira de rodas, etc.) ou próteses odontológicas (“dentaduras”ou “Roachs”). Este é um dos segredos de se envelhecer bem e ter uma terceira idade feliz.

· O edentulismo não é uma consequência natural do envelhecimento. Sabe-se hoje que, quando bem tratados, os dentes naturais podem permanecer em funcionamento por toda a vida. A perda do elemento dental não é mais considerada um evento natural, mas sim o resultado de doenças, traumas, e composição genética. Causas comuns da perda dental, como a cárie dental e a doença periodontal, são processos comumente preveníveis.

· O uso de próteses totais não libera o paciente de visitar freqüentemente o dentista. Muitos problemas orais decorrem do uso de próteses como certas lesões mucosas. Além disso, o câncer oral assintomático inicialmente pode ocorrer igualmente em idosos dentados e desdentados. Os usos destas próteses causam, com o passar dos anos, desgastes nas mesmas e no tecido que as sustenta.

· A xerostomia (decréscimo ou cessação da salivação) não é uma conseqüência natural do envelhecimento. Embora a composição da saliva possa ser levemente alterada com a idade, a xerostomia é geralmente decorrente do uso de medicamentos e de outras doenças sistêmicas.

· Prevenção bucal também se aplica ao paciente da terceira idade. Embora o paciente idoso tenha muitas necessidades orais, ele visita o dentista menos freqüentemente. A visita ao dentista é realizada quando da presença de dor ou desconforto e necessidade de tratamento. Considerando que a população mundial cresce em proporção sempre crescente resulta em aumento do número de dentes naturais. Se somente tratamento estiver a disposição para tal população, tal prática resultará num custo elevado para a população. Sabe-se, através da observação de serviços preventivos pediátricos que prevenção e tratamento andam de mãos dadas em qualquer tipo de atividade odontológica.

Uma realidade que nos convoca à prevenção


Cuidar da saúde do povo é um dever do Estado. Para isto foi criado o Sistema Único de Saúde, o SUS no contexto constitucional. Ideologia precisa e bem fundamentada que coloca capital dos governos federal, estadual e municipal disponibilizados em parte a favor da saúde do povo.
A grande demanda de enfermidades que assola os brasileiros passou a custar caro aos cofres do sistema. Aliado a esse fato o SUS passou a enfrentar uma crise financeira e os recursos para financiamento do sistema tornaram-se insuficientes.
No Brasil de hoje é proibido adoecer.
Iniciativas são tomadas a nível local ou público. Os governos passaram, então, a apoiar consórcios, cooperativas de saúde e os Programas de Saúde da Família - PSF´s. Esse último tendo como grande e importante meta a prevenção das doenças. Tais medidas merecem apoio de todos, pois são formas encontradas para disponibilizar a saúde à população.
A prevenção de doenças passou a ser uma ordem nacional.
O SUS que sempre priorizou a prevenção em sáude bucal passou a divulgar e implorar prevenção para as demais áreas da saúde como talvez a única alternativa para resolver as questões sociais da saúde brasileira.
Verificamos a inclusão da Odontologia dentro das equipes de PSF´s até então compostas por médicos e enfermeiros desenvolvendo um excelente trabalho uma vez seguindo a filosofia de criação dos PSF´s, a prevenção, num grande número de municípios da Federação.
A odontologia sempre buscou o mapeamento epidemiológico das doenças mais predominantes que acometem a boca da população estudantil através de pesquisas bianuais por amostragem, os levantamentos epidemiológicos em saúde bucal. A partir das últimas pesquisas verifica-se uma grande queda ocorrida nos índices de cárie e doença periodontal graças a programas de prevenção odontológicos destinados aos estudantes.
A odontologia que já executa há muitos anos projetos reais com metas objetivas a serem alcançadas ao longo dos anos e estatisticamente comprovando os resultados e a eficiência dos programas de prevenção pode demonstrar aos governantes e pais a importância de se seguir os ensinamentos preconizados pelos Cirurgiões-Dentistas ou os agentes de saúde ou ainda os professores – grandes aliados da odontologia - em se tratando dos cuidados na higienização e conter o aparecimento das doenças mais democráticas a ocorrer no povo convidando a todos à prevenção uma vez que o tratamento meramente curativo mostrou-se incapaz e altamente oneroso ao sistema.

Bons motivos para se ter bons dentes


Existem várias razões para que você tenha seu sorriso em alta consideração. Veja abaixo alguns bons motivos para você se dedicar à higiene bucal :

SAÚDE
Cuidando de seus dentes e da sua gengiva você estará conservando sua saúde e o seu bem estar !

BOA APARÊNCIA
Você já se deu conta de como é belo um sorriso saudável ? A falta de dentes dá à fisionomia um aspecto de velhice precoce, pois eles dão forma e expressão ao rosto e à boca.


BOA PRONUNCIA
Os dentes são indispensáveis a uma boa dicção.

MAL HÁLITO
Cuidando dos seus dentes com atenção e capricho, você estará evitando também o "mau hálito " que pode transtornar as pessoas com quem convive.

BOA DIGESTÃO
A digestão começa na boca. Se os dentes estiverem cariados, ou mesmo se houver a falta de algum, a digestão se tornará mais difícil e todo organismo poderá ser afetado. Bons dentes favorecem a boa mastigação, esta favorece a digestão e, portanto, uma assimilação mais perfeita e completa dos alimentos. Logo : Bons dentes e gengivas = Boa Saúde!

RELACIONAMENTO SOCIAL
Com bons dentes você verá que é muito mais fácil se relacionar com seus amigos, namorada, esposa ... Bons dentes e bom hálito significam um algo a mais no seu relacionamento social!

VIDA PROFISSIONAL
Você deve saber que a maioria das empresas selecionam, entre candidatos com as mesmas qualificações, aquele que tenha uma "boa aparência". Você já se deu conta da importância de dentes saudáveis, de um belo sorriso, ou de um hálito agradável neste critério?

ECONOMIA
Os motivos citados já bastariam para você se esforçar em ter uma boa saúde bucal. Mas além disso tudo, você ainda faz economia de tempo e dinheiro. Fazendo uma correta higiene você não precisará fazer grandes tratamentos odontológicos, nem ir muitas vezes ao dentista e, quando for, provávelmente só receberá elogios... Bons dentes valem dinheiro!
Fonte : http:// http://www.saudebucal.com.br/

O mito de ser o dentista igual a prático da odontologia



Por incontáveis momentos deparamo-nos com o mito de que o prático é igual ao dentista. Em termos legais o primeiro é chamado de ilegal da odontologia e o segundo é Cirurgião-dentista. É muito mais barato tratar com aqueles. Mas, fica a pergunta: Os trabalhos apresentam a mesma qualidade? Inexiste risco para tratar com os ilegais? Daí a importância de se diferenciar um do outro. Um Cirurgião-dentista deve ser entendido como sendo aquele que graduou-se para o exercício da odontologia e percorreu longos caminhos legais para atingir esse objetivo. Assim, ele sentou-se em várias cadeiras acadêmicas onde pôde estudar os diversos ramos dessa extensa e fascinante ciência. Alguns especializam-se em determinadas e escolhidas disciplinas. Citemos alguns pouquíssimos ensinamentos aprendidos e muito utilizados no cotidiano profissional e dos pacientes. Quanto ao conhecimento da anatomia dental – a escultura de cada elemento, localização, curvatura radicular, polpa dental, inserção óssea, número de raízes em cada um deles, etc. Quanto aos materiais dentários usados – a indicação, composição química, manipulação, dentre outras. Quanto aos preparos para receber o material obturador – forma, instrumentais, tipo de broca a ser usada, profundidade do preparo, forramentos, acabamento das obturações, limites a serem observados e como preservá-los. Ainda há de salientar as relações entre a odontologia e o restante do crânio.
Esses poucos enumerados – longe da vastidão dos estudados - servirão para podermos ilustrar o que isto reflete no atendimento do paciente e podermos responder aos questionamentos apresentados.
Uma simples cirurgia de extração dental por exemplo seria altamente traumática caso não se conhecesse para que direção as raízes apontam e demonstrar que deve-se usar um determinado instrumento – também estudado – de forma a evitar-se um esforço profissional desnecessário e doloroso para o paciente. Caso não se conhecesse esses aspectos não poderia um profissional de pequeno porte físico exercer essa área. Muitos relatos chegam até aos Cirurgiões-dentistas de pacientes que em busca de melhor preço submeteram-se aos ilegais da odontologia tendo culminado em fraturas mandibulares, extrações de dentes de extrema necessidade estética em adolescente de 16 anos sem autorização da mesma nem do responsável. Força excessiva para a extração e a não realização do procedimento cirúrgico e também restos dentais não extraídos e tantos outros que seriam impossíveis de serem narrados nesse espaço. Quando a indicação é prótese total - um outro exemplo - o desconhecimento das relações crânio-faciais podem levar ao insucesso do tratamento como próteses que alteram a altura da base do queixo até o nariz em relação ao que o paciente tinha antes da perda dos dentes culminando quase sempre em dores faciais. O desconhecimento das diferenças entre a dentição masculina e feminina ou de um adulto de 25 anos para outro de 60 poderia levar à confecção de uma dentadura típica de homem em uma boca de mulher ou dentes brancos característicos de criança em um homem de 60 anos. Ouve-se histórias de confecção de dentadura – salienta-se que são extremamente rígidas – pelos ilegais da odontologia em criança de 10 anos não instruída que ao atingir os 15 ainda a usava e apresentava o crescimento de todo o crânio normal, porém a boca apresentava-se sem desenvolvimento devido à prótese não ter permitido o mesmo e outras histórias. A indicação do material obturador e o preparo que deve ser realizado para recebê-lo além do desconhecimento da anatomia dental pode levar ao insucesso da restauração ou do tratamento dos canais radiculares. Assim conhece-se relatos de inúmeros pacientes que foram enganados pelos ilegais da odontologia que afirmaram terem obturados os canais dos pacientes, mas que passam longe do que realmente deveria ter sido realizado resultando em lesões ósseas extensas, perfuração de raízes, dor e fratura dental.
Importante narrar que para a arrasadora maioria dos pacientes lesados pelos práticos tanto na saúde quanto no bolso resta a busca da resolução da lesão ou das complicações junto a profissionais graduados e quase sempre culmina com a perda do dente ou dos dentes, seqüelas ou ainda até internações hospitalares que poderiam ser evitadas. Culmina quase sempre em altos preços para solucionar erros berrantes daqueles que desconhecem até se um dente é osso ou não.





Muitos relatos chegam até aos Cirurgiões-dentistas de pacientes que em busca de melhor preço submeteram-se aos ilegais da odontologia tendo culminado em fraturas mandibulares, extrações de dentes de extrema necessidade estética em adolescente de 16 anos sem autorização da mesma nem do responsável. Força excessiva para a extração e a não realização do procedimento cirúrgico e também restos dentais não extraídos e tantos outros que seriam impossíveis de serem narrados nesse espaço. Quando a indicação é prótese total - um outro exemplo - o desconhecimento das relações crânio-faciais podem levar ao insucesso do tratamento como próteses que alteram a altura da base do queixo até o nariz em relação ao que o paciente tinha antes da perda dos dentes culminando quase sempre em dores faciais. O desconhecimento das diferenças entre a dentição masculina e feminina ou de um adulto de 25 anos para outro de 60 poderia levar à confecção de uma dentadura típica de homem em uma boca de mulher ou dentes brancos característicos de criança em um homem de 60 anos. Ouve-se histórias de confecção de dentadura – salienta-se que são extremamente rígidas – pelos ilegais da odontologia em criança de 10 anos não instruída que ao atingir os 15 ainda a usava e apresentava o crescimento de todo o crânio normal, porém a boca apresentava-se sem desenvolvimento devido à prótese não ter permitido o mesmo e outras histórias. A indicação do material obturador e o preparo que deve ser realizado para recebê-lo além do desconhecimento da anatomia dental pode levar ao insucesso da restauração ou do tratamento dos canais radiculares. Assim conhece-se relatos de inúmeros pacientes que foram enganados pelos ilegais da odontologia que afirmaram terem obturados os canais dos pacientes, mas que passam longe do que realmente deveria ter sido realizado resultando em lesões ósseas extensas, perfuração de raízes, dor e fratura dental.
Importante narrar que para a arrasadora maioria dos pacientes lesados pelos práticos tanto na saúde quanto no bolso resta a busca da resolução da lesão ou das complicações junto a profissionais graduados e quase sempre culmina com a perda do dente ou dos dentes, seqüelas ou ainda até internações hospitalares que poderiam ser evitadas. Culmina quase sempre em altos preços para solucionar erros berrantes daqueles que desconhecem até se um dente é osso ou não.

Levando os filhos ao dentista


Como dizer para a criança que ela está indo ao dentista? É necessário mentir?
Nunca se deve mentir ou enganar a criança, tentando sconder que irá levá-la ao consultório odontológico. As crianças são bastante espertas; dessa maneira elas podem perder a confiança nos pais e associar a ida ao dentista a algum fator negativo. É melhor dizer a verdade e explicar que o dentista é seu colega e irá tratar dos seus dentes com muito cuidado e carinho.

Os pais devem permanecer na sala de atendimento durante a consulta?
Geralmente, quando a criança é pequena, até os 3 anos de idade, os pais podem permanecer dentro da sala, pois ela se sente mais segura e protegida com sua conversar com ela apenas se o dentista pedir e procure falar somente coisas agradáveis, como: falar sobre heróis de desenho, contar histórias, cantar músicas de que ela goste...

O que não se deve dizer de jeito nenhum para a criança?
Para se sentir relaxada, a criança precisa de segurança, que, na maior parte das vezes, vem dos próprios pais. Portanto, os pais nunca devem comentar experiências desagradáveis ocorridas durante tratamentos passados e devem evitar palavras ou expressões como: “agulha”, “picada”, “sangue”, “você vai levar uma injeção do dentista”, “o dentista não vai te machucar” etc. Elogie o comportamento da criança e encoraje-a com palavras positivas.

Como os pais podem cooperar durante os procedimentos?
Devem intervir se a criança tiver algum comportamento inadequado?
As crianças podem utilizar alguns artifícios (fingir náuseas, vômitos, vontade de ir ao banheiro, tossir...) como forma de fugir de uma situação que nunca vivenciaram. Se a criança não estiver cooperando, acredite e confie que o cirurgião-dentista foi treinado para lidar com esses tipos de reações. Nunca brigue com a criança durante o tratamento e nem bata. Procure presença durante o tratamento. À medida que forem ficando mais velhas, conforme a decisão do dentista, os pais podem aguardar na sala de espera. Deve-se lembrar também que, durante a visita ao dentista, quanto menos acompanhantes melhor, porque será necessário o dentista dispensar-lhes atenção, diminuindo o ritmo de trabalho, além de poder atrapalhar o andamento da consulta devido à ansiedade ou à preocupação dos pais, que podem ser captadas pelas crianças.

E se a criança chorar e não quiser permanecer na cadeira odontológica?
Este é um comportamento bastante normal das crianças e não deve trazer preocupações. A criança é muito enérgica na faixa etária de 3 a 4 anos de idade.

Como os pais podem ajudar no tratamento odontológico dos filhos?
Os pais representam um fator importante e decisivo no sucesso do tratamento odontológico de seus filhos. Além dos cuidados profissionais do cirurgiãodentista no consultório, é necessário o cuidado com os dentes da criança em casa. A escovação e o uso do fio dental devem ser motivados e fazer parte do dia-a-dia da criança para que ela tenha saúde bucal. Mesmo que a criança não goste de ou não queira escovar os dentes, deve-se insistir até conseguir instalar esse hábito em sua rotina diária. Dessa forma, os pais estarão oferecendo educação em saúde e permitindo que a criança cresça já acostumada com esses autocuidados com o intuito de ter um sorriso bonito e saudável.

Procura pela estética bucal esconde riscos

A busca pela perfeição corporal muitas vezes implica em excessos cometidos tanto por quem almeja a beleza-padrão como pelos profissionais responsáveis por tornar a uniformização estética uma realidade. E já que o sorriso é o cartão de visita, não é à toa que uma das primeiras missões propagadas naqueles programas de transformação de beleza é impostar dentes impecáveis ao rosto mesmo que isso implique, por exemplo, na retirada desnecessária de dentes para colocar implantes socialmente mais belos e até mesmo mascarar imperfeições dentais sem que para isso a saúde bucal seja relativizada.


Dentes brancos, proporcionais uns aos outros e impecavelmente alinhados. Estabelecido o padrão estético bucal, iniciam-se as intervenções para alcançá-lo e preferencialmente o mais rápido possível.



Segundo o dentista José Luiz Lage-Marques, um dos grandes focos da odontologia hoje é "tapar o buraco" da necessidade social de ter dentes bonitos, e não mais simplesmente proporcionar funcionalidade e saúde a eles. E tecnologia disponível para isso não falta. "Mas há quem extrapole a realidade", diz Lage-Marques, que é membro da diretoria da International Association for Dental Research (Associação Internacional de Pesquisas Odontológicas).


É incorreto dizer que quanto mais brancos, mais saudáveis serão os dentes. Dente não tem cor. Quem confere a tonalidade a ele é a dentina, segundo definição, o marfim dos dentes, que circunda a polpa dentária e está recoberto por esmalte, uma espécie de cristal transparente.

Porém, são poucos os que têm consciência disso, afinal, as mais belas celebridades hoje possuem uma dentição digna de ter sido conseguida não com pastas de dente, mas com sabão em pó, de tão branca. Pensando assim, clareá-los é tentador, mas pode ser uma tarefa desastrosa que deve ser feita no consultório e não com técnicas caseiras.


"Dente de estrela é tão branco que chega a ser opaco, não tem brilho. O normal é ser translúcido", afirma Cury, dizendo que as conseqüências do clareamento repetidas vezes ainda estão sendo estudadas. "O que se sabe cientificamente é que, a curto prazo, pode amolecer o dente." O clareamento somente embranquece os dentes e não a restauração que devem ser trocadas.

Mas, assim como ocorre nas cirurgias plásticas, o fim - o padrão estético pasteurizado - justifica os meios. Pelo menos a quem o procura. "Quando vêem o "antes" e "depois" de revistas de famosos as pessoas não pensam no processo como um todo. Muito menos se dão conta que a manutenção desses procedimentos deve ser para toda a vida", argumenta Lemos.
Fonte: www.odontologia.com.br

Prótese Parcial Removível (PPR) ou “Roach”


O que é Prótese Parcial Removível (PPR)?
É um aparelho protético conhecido entre os leigos como “Roach” que substitui os dentes naturais perdidos em arcadas nas quais ainda permanecem alguns dentes naturais, portanto, com perda parcial de dentes. É chamada de removível porque pode ser retirada pelo portador no momento em que desejar.

Pode-se, em todas as situações, optar entre PPR e Prótese Parcial Fixa (PPF)?
Não. Existem situações ideais para cada tipo de aparelho. De um modo geral as PPRs são indicadas para casos de perda de um número grande de dentes e, principalmente, quando ausentes os últimos dentes (dentes posteriores).

Qual é a mais cara?
A Prótese Parcial Fixa é, quase sempre, mais cara. Isso não quer dizer que por ser mais barata a PPR não mereça a mesma atenção e os mesmos cuidados na sua execução.
Como este aparelho se fixa na boca?
Através de grampos metálicos apoiados em dentes naturais (dentes pilares) e por um perfeito assentamento do aparelho sobre a gengiva das áreas desdentadas.
É possível eliminar os grampos metálicos a fim de torná-los imperceptíveis?
Toda PPR convencional necessita de grampos. Para eliminá-los seria necessário um aparelho removível que se adaptasse através de encaixes ou “attachments” colocados em coroas protéticas cimentadas sobre alguns dentes naturais remanescentes. Essa prótese é mais indicada quando a estética é fundamental. Ela possui custo mais elevado e técnicas sofisticadas para sua execução.

Os grampos estragam os dentes naturais?
Não. Eles devem ser feitos com técnicas corretas e o portador deve higienizá-los cuidadosamente bem como os dentes naturais e o aparelho, pois o que causa a cárie é a placa, bactérias que se fixam ao dente natural e nas superfícies dos grampos. Sem a presença dessa placa bacteriana o dente se manterá sadio (com grampos).

Como deve se fazer para higienizá-los?
A prótese deverá ser removida para limpeza sempre após a ingestão de alimentos. Deve-se utilizar escovas especiais que facilitem a limpeza das superfícies internas - por exemplo, escova cilíndrica do tipo usado para limpeza de armas. Remover bactérias, fungos e restos de alimentos do aparelho é tão importante quanto a limpeza dos dentes naturais.
Para todo paciente portador de próteses é necessário fazer visitas periódicas ao dentista já que é considerado paciente dentado. De uma forma profissional é preciso verificar o funcionamento da prótese e fazer a higienização dos dentes e do aparelho. A visita ao cirurgião-dentista permite também a verificação e tratamento de doenças nos dentes de suporte.

Qual a eficiência mastigatória da PPR?
Uma PPR é mais eficiente na mastigação quando o seu número de dentes artificiais é pequeno, quando é dento-suportada, isto é, quando existem dentes naturais nos dois extremos vizinhos ao espaço desdentado e quando os dentes do arco antagonista são naturais ou próteses fixas.

É fácil se adaptar a elas?
Sim, quando ela for bem executada e o portador tiver um mínimo de paciência para a adaptação e acomodação.

Quanto dura uma PPR?
Por depender de muitos fatores que fogem do controle do dentista fica difícil fazer tal previsão, mas se conhecem muitos aparelhos com mais de dez anos em uso. Boa indicação, boa execução, cuidados caseiros e revisões periódicas serão fundamentais para conseguir tal longevidade.
Fonte: Revista APCD V. 50, Nº 2, Mar./Abr. 1996 com modificações.

Hipersensibilidade dentinária


O que é hipersensibilidade (hiperestesia) dentinária?
É a dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente, próxima à gengiva, provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes.


A hipersensibilidade significa que a polpa dental (o “nervo” do dente) está doente?
Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.


Então, por que o dente dói?
Em condições normais, a coroa do dente (a parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação. Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável constituída de milhões de canais microscópicos que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.

Qual a relação da hipersensibilidade dentinária com as lesões cervicais não cariosas?
A hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa. A prevalência dessas lesões é alta e pode-se antecipar que em algum momento da vida qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.

Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?
Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão (contato entre os dentes antagonistas), a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.
Fonte: Assoc. Paulista dos Cirurgiões-dentista - APCD

Dores Orofaciais


Quais as dores mais comuns na região da face?
As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns na população em geral, mas levantamentos sobre atendimentos de pacientes que apresentam disfunções da articulação temporomandibular - Disfunções da ATM - demonstram que a dor está presente em 97% dos casos.

Quais as dores na face que não estão associadas com os dentes?
Existem várias dores que se refletem denominadas “dores referidas” na face e não têm origem dentária como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação, dores nos nervos faciais como as neuralgias, dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal e a dor relacionada com a síndrome de ardência bucal - dor crônica e “queimação” em toda a boca - sem que existam lesões na mucosa.

Meu dentista disse que tenho disfunção da ATM, pois sinto dores e desconforto ao abrir a boca. O que isso significa?
A disfunção da ATM é uma anormalidade da articulação temporomandibular e/ou dos músculos responsáveis pela mastigação. Na verdade a disfunção da ATM é um subgrupo das dores orofaciais. Deve ser feito um minucioso exame clínico e questionário para se obter um correto diagnóstico, pois muitas vezes as disfunções da ATM podem ser confundidas com outras condições dolorosas como dores de origem dentária e infecções bucais.

Quem tem um estalido na articulação terá também dor com o passar do tempo? E quem tem bruxismo - ranger de dentes?
O estalido na ATM pode permanecer por algum tempo e até desaparecer o que ocorre mais comumente em crianças e jovens ou pode evoluir para o travamento da mandíbula com eventual aparecimento de dor. Afirmar que todo estalido será seguido de dor em alguma fase da vida não seria correto, pois há indivíduos que têm estalido por muito tempo sem ter dor. Quanto às pessoas que têm bruxismo muitas não desenvolvem dor. Existem estudos que sugerem que se o indivíduo tem predisposição para disfunção temporomandibular, rangendo os dentes as chances de a dor aparecer são maiores.

Por que quando estou mais ansioso e estressado sinto dores ao mastigar, ao falar e até ao acordar?
O estresse e a ansiedade geram a descarga em nosso corpo de substâncias que atuam como estimulantes para tensão muscular, ativação do sistema nervoso e do sistema de secreção (endócrino) o que leva o indivíduo a ter certas reações que em períodos de relaxamento ele não vivencia. O apertamento dos dentes é muito comum nessa condição de estresse e é uma das causas mais freqüentes de dores musculares na face e na articulação.

As dores de cabeça podem estar relacionadas com problemas da articulação ou de origem dentária?
As dores de cabeça podem ter origem nos dentes, nos músculos e na articulação. Quando a origem é dentária a dor de cabeça é difusa e o paciente relata o envolvimento dos dentes. A dor de cabeça pode ter origem em músculos da face ou nas articulações e ser uma dor referida também aguda com limitação da abertura de boca e dor durante a mastigação e fala.

Existe a possibilidade de a dor de um dente permanecer mesmo após a sua extração?
Existe um tipo de dor cuja origem se encontra em estruturas do sistema nervoso e que passa por dor dentária quando na verdade a origem da dor não é o dente apesar de a sensação dolorosa estar nele. O indivíduo tem “certeza” de que um determinado dente ou região dói e pede para o dentista tratar os dentes dessa região ou até extraí-los. Na verdade o que ocorre é uma dor referida para o elemento dentário. Quando o dente é removido a dor não desaparece, pois o real agente causador não era o dente, e sim outras estruturas que referiam a dor.
Fonte: Assoc. Paulista dos Cirurgiões-Dentistas

Conduta frenta a traumas dentais


O que fazer em caso de avulsão - quando o dente sair por inteiro da boca - após um acidente?
Havendo calma lave-o e tente recolocá-lo somente se for dente permanente; se não conseguir coloque-o em um copo com soro fisiológico, leite ou água filtrada ou entre os outros dentes e a bochecha.

O que fazer quando ocorre fratura do dente?
Leve o fragmento dentário até o dentista de maneira tal que esteja hidratado como foi mencionado acima. Vale lembrar que quanto mais rápido maior será a possibilidade de resultados positivos no tratamento a ser realizado.

Como agir frente a um traumatismo dentoalveolar?
Após o socorro inicial no que diz respeito ao dente em si deve-se procurar o dentista rapidamente sempre atento para informar ONDE ocorreu o trama, pois é importante relatar o local para que o dentista possa tomar algumas decisões como por exemplo se há necessidade de prescrever a vacina antitetânica ou não. COMO ocorreu o trauma a fim de detectar a gravidade do problema e QUANDO ocorreu o trauma, pois o tempo decorrido é de suma importância por determinar o plano de tratamento mais coerente fornecendo ao cirurgião-dentista as informações necessárias para que sejam tomadas as devidas providências.

Quando houver trauma no dente-de-leite e este sair, o que devo fazer?
O dente-de-leite não deve ser recolocado na boca como no caso do permanente. Isso porque no caso do dente-de-leite o germe do dente permanente está embaixo da raiz do de leite o que poderá causar algum dano ao permanente.

Quais as conseqüências de um trauma em dente-de-leite ou em dente permanente?
Dependendo do tipo e da intensidade do trauma dental, da idade do paciente e do tempo decorrido até o primeiro atendimento as conseqüências podem ser leves, moderadas ou graves, podendo inclusive levar à perda do elemento dental. Um trauma dental pode ocasionar muitas seqüelas tais como mobilidade dentária, podendo alterar a posição do dente na arcada.

Quando o trauma for na cabeça, além dos dentes, o que mais deve ser observado?
Além de procurar cuidados médicos deve ser observado se existem sinais de sonolência excessiva, vômitos persistentes, fala enrolada e convulsões. Frente a um trauma, a primeira condição é ter calma para agir com a razão e não dominado pela emoção. Não se deve esquecer da ajuda do profissional a fim de oferecer um correto diagnóstico para o devido tratamento.
Fonte: Assoc. Paulista dos Cirurgiões-dentistas

Dentes de Leite


Devo me preocupar em caso de atraso na vinda dos primeiros dentes de leite?
Não, pois a idade média normal para o nascimento é por volta de 6 meses de idade. Um atraso em torno de mais 6 ou 8 meses ainda poderá ser considerado dentro dos padrões da normalidade em nossa população. Também poderemos ter dentes de leite que erupcionam (nascem) antes do prazo médio.

Quando nascerem os dentes do bebê poderá ocorrer febre ou diarréia?
Sim. Ao nascimento dos dentes do bebê poderão ocorrer alguns sintomas como coceira e abaulamento da gengiva, com aumento da salivação, estado febril, e até as fezes podem ficar mais líquidas. Para ajudar o rompimento dos dentinhos e melhorar esse desconforto deveremos oferecer ao bebê alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a gengiva.

Se os dentes de leite são temporários por que é importante tratá-los?
A presença dos dentes de leite é muito importante porque prepara o caminho (guia) para a erupção dos dentes permanentes mantendo em equilíbrio harmônico o crescimento das estruturas da face - dentes, ossos e músculos; proporciona uma mastigação e deglutição adequadas dos alimentos e conseqüente digestão. Um dente de leite comprometido seriamente por um processo de cárie poderá levar a uma infecção acarretando a má formação do dente permanente. Além disso, quando deparamos com crianças esteticamente comprometidas percebemos que ocorrem nelas uma dificuldade de comunicação e integração social.

No caso de perda do dente de leite por trauma como bater a boca qual procedimento deverá ser tomado?
Se a criança bater a boca deverá procurar o odontopediatra, para o exame e a radiografia da região atingida fazendo uma avaliação do caso. Se houver trauma guardar o fragmento em soro fisiológico para tentar o procedimento clínico de colagem. Caso ocorra perda do dente, levar o mesmo, em soro fisiológico ou leite, ao odontopediatra, onde será feita a avaliação do procedimento adequado.

O uso da mamadeira estraga os dentes?
O uso da mamadeira após a erupção dos dentes poderá levar a chamada cárie de mamadeira quando apresentar um uso descontrolado e contínuo. O fato de se adicionar outro componente como açúcar e cereais leva a um aumento da cárie.

Quando deve ser iniciada a escovação dos dentes de leite?
A escovação dos primeiros dentes deverá ser iniciada assim que estes estejam erupcionando com escova infantil e de cerdas macias. Antes da erupção dos dentinhos a boca e a gengiva do bebê já deverão ser limpas com a ponta de uma fralda ou com gaze embebida em água filtrada. Os hábitos de higiene aprendidos quando criança serão levados para a vida adulta.

O uso da chupeta ou mesmo chupar o dedo faz os dentes entortarem?
Sim. A chupeta ou a sucção do dedo leva a um desequilíbrio das arcadas dentárias e à má posição dos dentes. 0 hábito da chupeta deverá ser interrompido por volta dos 3 anos de idade quando a criança já está consciente de suas vontades e não requer mais a compensação de sugar. Portanto, devemos encorajá-la a deixar o hábito, sendo, às vezes, uma troca agradável e consciente. A retirada do hábito de sucção do dedo requer mais consciência por parte da criança, força de vontade e sua colaboração que poderá acontecer um pouco mais tarde. Nos casos mais severos, a avaliação de um psicólogo é recomendável.
Fonte: REVISTA DA APCD V. 49, Nº 3, MAI./JUN. 1995

Os medicamentos e a formação dental


O que pode ser ingerido na gravidez para favorecer a formação dos dentes da criança?
Seguramente os compostos polivitamínicos e o flúor (se usado corretamente), além, evidentemente, de uma boa alimentação. A prescrição desses medicamentos deve ser realizada pelo médico ou pelo dentista.

Quais os medicamentos que ingeridos pela mãe após o parto podem "passar" para o recém-nascido via amamentação e alterar de alguma maneira a formação dental?
Praticamente todos os medicamentos ingeridos pela mãe no período pós-parto podem passar para o recém-nascido. Durante a amamentação a ingestão de medicamentos deve ser acompanhada pelo médico responsável para que não ocorram manifestações tóxicas que comprometam o desenvolvimento intelectual, social ou funcional da criança. No aspecto funcional incluímos o órgão dental, que pode apresentar alterações morfológicas e estéticas devido ao uso de alguns medicamentos.

Na primeira infância (de 0 a 5 anos) quais as precauções que devem ser tomadas antes da ingestão de remédios?
Nessa faixa etária as crianças não podem ser consideradas um adulto em miniatura. 0 funcionamento do organismo das crianças é diferente dos pacientes adultos. Os medicamentos utilizados devem ter preferencialmente poucos efeitos colaterais. Os pais, antes de medicar seus filhos, devem sempre consultar o médico ou o dentista.

Os antibióticos mancham ou enfraquecem os dentes?
Geralmente, não. Somente o grupo químico das tetraciclinas, pois esses medicamentos dificultam a formação do esmalte (porção brilhante e esbranquiçada) e da dentina (porção situada abaixo do esmalte) quando o dente está em formação provocando alterações na estrutura e na cor dos mesmos. As tetraciclinas devem ser evitadas durante a gestação e na infância. Por essa razão, os pais não devem administrar antibióticos aos seus filhos antes de consultar o médico ou o dentista.

Como saber se a alteração dental como manchas, por exemplo, foi causada pelo remédio?
Somente o dentista poderá, eventualmente, identificar o agente responsável pela alteração da cor do dente. Para tanto o profissional realizará um criterioso exame clínico, pesquisará os acontecimentos que antecederam a alteração e que ocorreram durante a formação do dente.
Fonte: REVISTA DA APCD V. 53, Nº 3, MAI./JUN. 1999