terça-feira, 1 de setembro de 2009

Odontologia no SUS


A odontologia pública tem uma grande demanda como não poderia deixar de ser e tem preocupação social. Neste contexto os departamentos odontológicos devem se preocupar com a imagem que o povo e governos fazem dele, pois é a partir desta construção positiva que se pleiteiam investimentos no setor e possibilita, ainda, a dinamização do alcance dos benefícios da prevenção aos estudantes.

A existência de programas de prevenção em saúde bucal é fundamental por as escolas permitirem o encontro da equipe com um maior número de alunos ao mesmo tempo e torna possível trabalhar a consciência aliada a técnicas de higiene que quase sempre são permeadas por muita criatividade e empenho. É possível, ainda, o preparo do corpo docente para multiplicar as ações quando da ausência dos técnicos odontológicos. Os levantamentos epidemiológicos são ferramentas importantes para efeito de pesquisas sobre a saúde bucal dos estudantes, mas é necessário a verificação de não existência de controvérsias entre o programa preventivo-clínico existente no período e os resultados acusados.

A quantidade de procedimentos e atendimentos clínicos é diretamente proporcional ao número de cirurgiões-dentistas existentes, a quantidade de auxiliares e à estrutura física presente. A população aumenta a cada ano e, assim, consequentemente deve-se também aumentar proporcionalmente o número de profissionais públicos e com eles, caso necessário, o espaço físico e equipamentos.

A relação entre prevenção e atendimento clínico deve ser observada. O sucesso da prevenção corretamente aplicada deve reduzir com o tempo o atendimento clínico, mas ela por si só não atende integralmente as necessidades nem tampouco os tratamentos isoladamente.

A desmotivação em toda a equipe pode existir caso ela perceba ou desconfie dos caminhos que não conduzem à melhora da saúde bucal pela falta de programação, inexistência de investimentos, atividades preventivas ineficazes e desinteresse governamental. É necessário programar, sistematizar metas mensais e anuais e, principalmente, motivar a equipe com esses bons resultados e/ou bom trabalho para que ela a cada dia busque mais. A procura por investimentos orçamentários desde a compra de produtos de consumo até a contratação de profissionais no atendimento e melhores resultados na prevenção devem ser focados.

O alcance de bons resultados é conseguido, então, no programar e informar a todos envolvidos o que se busca e onde se pretende chegar e a importância de cada um no contexto da saúde pública. Claro que antes está a construção de um programa de atendimento clínico-preventivo adequado à realidade populacional naquele momento e apoiado pelos gestores, pois os programas devem ser dinâmicos.

Forma-se, assim, um ciclo onde todos são importantes: A população percebe a seriedade da odontologia e sua importância para a saúde, os governos que passam a investir tanto nos aspectos físicos quanto de recursos humanos por perceberem uma necessidade social possível de ser atendida contando inclusive com apoio da União, a equipe de profissionais que se sentirá revestida de metas viáveis e possíveis de alcance e reconhecida pela administração, professores que ao perceberem esta condução dinâmica se mostrarão mais motivados e, finalmente, o reflexo positivo na saúde bucal da população. A falência de qualquer um dos elementos constitutivos deste ciclo conduz ao fracasso da odontologia pública.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe Suína

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o fato de o vírus da gripe suína circular em território nacional muda o
cenário da doença no País. De acordo com ele as pessoas precisam ficar mais atentas aos sintomas.

H1N1

O H1N1 Influenza A tem levado a mais de 250 mortes no Brasil em menos de 30 dias. A propagação ocorre rapidamente e os municípios devem estar atentos. Conhecida popularmente como gripe suína a doença não deve ser menosprezada.

A nova gripe tem assustado a todos e o sensacionalismo jornalístico tem tomado conta dos noticiários do nosso dia-a-dia. Espanta a todos nós brasileiros, pois nunca se viu tanta mobilização em virtude de uma doença nos últimos anos. Nem mesmo a dengue provocou tantas alterações no cotidiano em tão pouco tempo.

Administradores públicos adiam retorno às aulas, proíbem aglomerações em cinemas, igrejas, escolas, faculdades, casas noturnas e shoppings. Grávidas tem licença do trabalho ou são levadas a trabalharem em outros setores e velórios e enterros de falecidos pela nova gripe também são alterados. Tantas mudanças na rotina foram sugeridas ou, por vezes, impostas em tão pouco tempo objetivando a cercar o avanço do H1N1.

Informar à população sobre a doença é fundamental focando ser uma gripe e, assim, de bom prognóstico uma vez submetido a tratamento. Orientar, embora a imprensa não divulgue, que o número de casos tratados e que não são levados ao óbito é muito maior que as mortes pelo vírus anunciadas a todo tempo pela imprensa.

Cabem às Secretarias Municipais os cuidados devidos a evitar a propagação mais do que já ocorreu até hoje. Não se deve menosprezar que a Influenza A mata se não tratada. Que se deve ficar atento aos sintomas. As comparações do vírus com outras doenças em muitas vezes pode conduzir equivocadamente o povo a banalizar o H1N1. Há que se evitar mais mortes e se ainda se pensa que o mal não ocorrerá aqui ou ali é ledo engano. Questão de tempo apenas. A melhor postura é informar e quando procurar auxílio profissional, mas não transparecer ser o H1N1 pouco preocupante.

Não devemos aguardar o primeiro óbito para implementarmos medidas preventivas. Toda a equipe de trabalho escolar deve ser orientada. Nos ambientes públicos que cuidam das doenças – SUS – todas as equipes de trabalho também devem ser informadas de como proceder e o que evitar. Investimentos financeiros são necessários para criar condições seguras de trabalho e a informação sobre a nova gripe às equipes de trabalho conduzida pelas próprias secretarias e não somente pela imprensa. A população deve ser orientada sem omissões e com transparência dos dados estatísticos, as informações verídicas e os cuidados devidos de cada brasileiro. Não se deve permitir que a ignorância sobre o tema seja responsável pelo avanço e por mais mortes.

sábado, 25 de julho de 2009

Turma do Sorriso





A “Turma do Sorriso” fez mais uma apresentação teatral e desta vez na Gerência Regional de Saúde – GRS - de Manhumirim na quarta-feira, dia 01/07/2.009 no Seminário Regional de Humanização, Comunicação e Mobilização Social realizado no auditório do organismo estadual com a presença de referências técnicas da Secretaria de Estado da Saúde de Minas, gestores e referências técnicas dos 36 municípios que estão sob a jurisdição da GRS e representantes dos hospitais contemplados pelo PROHOSP.

O projeto é do Departamento de Odontologia de Luisburgo que durante sete dias pôde fazer apresentações tanto nas escolas rurais do município quanto na estadual totalizando um público de aproximadamente 2 mil crianças. “O objetivou da nossa proposta é a humanização no atendimento, melhorar o acolhimento diminuindo a distância entre a equipe odontológica e os estudantes sendo que a prevenção em saúde bucal é foco das apresentações”. Comentou Dr. Keller Filgueiras.

De forma engraçada e irreverente recheada de bom humor e interação com o público a todo tempo a “Turma do Sorriso” é composta pelos cirurgiões-dentistas Dr. Keller Filgueiras, Dra. Maria do Carmo B. Pereira, Dra. Fernanda Alves de Souza Dutra e Dr. Felipe José Caiafa F. Silva. Ainda compõem Berenice de Oliveira Lacerda, enfermeira, e as auxiliares de saúde bucal Rosilene Hott Carvalho Knupp, Josiane Heringer de Souza Morais, Luciney Hott da Cunha de Moura e Hérica Aparecida de Souza.

“Todas as fantasias usadas no teatro foram idealizadas pela própria equipe que demonstrou na apresentação que com um pequeno investimento, mas com muita criatividade é possível abordar saúde bucal”, destaca Dra. Fernanda Alves, coordenadora do setor.

Numa das últimas apresentações realizadas no município em junho, a Dra. Andressa Aparecida Duarte de Aguiar, Dra. Joseana Cerqueira Carvalho e Dr. Evandro Carvalho Dornelas – todos da GRS - puderam presenciar, conhecer o trabalho e valorizar o projeto. Desta forma, surgiu o convite para a equipe estar em Manhumirim no Seminário ocorrido que tratou também a humanização. “Temos orgulho de fazermos este trabalho e que em momento algum intui a questões salariais, mas antes de tudo, à realização pessoal de podermos estampar nos rostos das crianças um maravilhoso e belo sorriso às vezes acompanhado de lindas gargalhadas”. Afirma Dr. Keller.

Saúde, candidato



Escrevi esta carta e enviei via e-mail a todos os comitês presidenciáveis no ano de 2002. Há quanto tempo!
Respaldado em tristes estatísticas daquele período, critico a "saúde" que eles defendiam nos discursos. Uma farsa e total desconhecimento do termo.
Você se lembra quais eram?
1 - Ciro Gomes
2 - José Serra
3 - Anthony Garotinho e, também
4 - Luiz Inácio, o Lula, atual presidente na 2ª gestão que tem dado um grande destaque à classe odontológica. Nunca vi um que investisse tanto na Odontologia até hoje. Será que ele leu ou teve acesso ao conteúdo do relatado abaixo e viu que a odontologia também dá votos e que nela vale investir? Que o povo precisa dos nossos trabalhos? Que devemos ser valorizados?
Leia o texto.
Caro Presidenciável Uma dura realidade desconhecida pela proposta para a “saúde”. Como profissional em odontologia atuante no sudeste venho demonstrar uma amarga realidade existente em nosso querido país. Uma verdade que de há muito assola-nos, nós e os pacientes brasileiros. Caro presidenciável, é lamentável ouvi-lo revelar suas propostas para a área de “saúde”. O que você e sua equipe entendem por este termo? Primeiramente gostaria de dizer-lhe que envio esta a todos vocês, candidatos a vaga na presidência do Brasil, e, também, aos Conselhos Regionais de Odontologia de Minas Gerais e ao Federal de Odontologia. Aos primeiros por perceber em todas as campanhas um inteiro descaso para com a SAÚDE. A verdadeira SAÚDE. Aqui defenderei a classe odontológica, mas vale lembrar dos outros profissionais, não contemplados em sua proposta de governo, responsáveis por propiciar o bem-estar físico, moral, cultural aos brasileiros: Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Psicólogos, Nutricionistas, Farmacêuticos e Bioquímicos, Terapeutas Ocupacionais e Médicos. Estes últimos somente foram lembrados neste texto para mostrar que são apenas um dos integrantes da verdadeira SAÚDE que acredito ser a que você deveria estar defendendo. No Brasil o número de Cirurgiões-Dentistas(CD´s) é de 171 557. Uma proporção de 1 CD para cada 1050 habitantes. Enquanto a Organização Mundial de Saúde preconiza a proporção de 1 CD/1.500 Habitantes. Porém, mal distribuídos pelas regiões, tendo um grande número amontoado no Sudeste com carências no Nordeste e Norte do país. O número de graduados em Odontologia lançados no mercado anualmente passa de 12.000. A população brasileira cresce por ano em torno de 2,1% enquanto a nossa classe tem um aumento de 6% neste mesmo intervalo. No Brasil existem 129 Faculdades de Odontologia. Aguardando autorização para funcionamento, esperam na fila mais 34. Para efeito comparativo nos Estados Unidos existem para uma população de 280.000.000 um total de faculdades para graduação de CD’s de 89 unidades. A desproporção existe em todos os dados apresentados. Somos muitos, caro Presidenciável, mas não o suficiente para apresentarmos propostas ao Congresso Nacional para melhorarmos nossas vidas e também dos pacientes que de nós necessitam. Precisamos de Você, futuro Presidente do Brasil. Amargamos no setor público com salários baixos e, quando imploramos reajustes mínimos recebemos como resposta: “Existem muitos na fila de espera, pode se demitir!”. Acredito não ser uma resposta digna, pois trabalhamos com amor à profissão que nos graduamos e fazemos com muito respeito os atendimentos do setor. Resposta embasada no número de graduandos anuais. Oferta excessiva de profissionais. Já em tramitação no Congresso Nacional lei que fixa piso salarial para nossa classe em torno de R$ 1.300,00(Hum mil e trezentos reais). Não o ideal, mas se aprovado será que os governos municipais e estaduais irão cumpri-lo sem dar como resposta a inexistência de recursos financeiros? Ouve-se muito na atualidade falar sobre os Programas de Saúde da Família - PSF. Interessante que nestas equipes comtempla-se médicos e enfermeiros. Que saúde é esta? O Governo Federal pode por ventura argumentar que a Odontologia já deveria ter sido inserida, pois incentivou esta ocorrência. Sim, é verdade, incentivou e nada mais. Incentivo é incentivo e determinação é outra coisa. Se ao contrário a referida administração determinasse, aí sim, estaríamos nós, CD´s inseridos e a população com grandes melhorias em sua saúde bucal. Mas, o estímulo dado também é pouco, vejamos: Para cada equipe odontológica instalada a Administração Federal paga R$ 5.000,00 (Cinco Mil Reais) para compra de equipamentos. Isto não paga nem o custo de uma cadeira profissional. Além disto para uma equipe composta por CD e uma auxiliar o valor gira em torno de R$ 1.100,00 (Hum mil e cem reais) mensais por uma jornada de 8 horas diárias 5 vezes por semana. Ou seja, para se trabalhar nesta o profissional nem pode possuir consultório particular, pois qual horário poderia nele atender? Que incentivo é este? Caro futuro Presidente do Brasil, para a SAÚDE do seu povo é necessário a nossa inserção no referido programa, porém com bons salários para exercermos dignamente a autêntica profissão odontológica. Observa-se na mídia colocada pelos governos até hoje uma intensa valorização da ciência médica. Alertas contra o câncer de mama, hanseníase, tabagismo, AIDS, etc. Verifica-se campanhas do Ministério da Saúde em torno de várias enfermidades como vacinações, tuberculose, dengue, hanseníase e outras. Impresso está nos blocos de receituários: “Mãe dê leite materno ao seu filho”. Onde está a valorização da Odontologia, da Saúde Bucal. A boca não pertence ao ser humano. Você é desdentado e usa prótese total? O Sistema Único de Saúde, SUS, não paga reabilitação bucal das pessoas que lá são mutiladas pelas extrações dentárias. É, não consta na tabela SUS este tipo de procedimento. Então, ficam os pacientes desdentados. É, banguelos! A Saúde Pública não se preocupa com isto. A população que tem acesso aos tratamentos odontológicos está compreendida entre 0 e 14 anos até pouco tempo, pois antes era a faixa etária de 5 aos 14 anos. Mais um problema surgiu com a inserção de zero aos 4 anos, pois a grande maioria de nós, profissionais da ciência odontológica, não tem capacitação técnica para tratarmos estes últimos e, nem condições financeiras de nos especializarmos com os salários recebidos dos governos enquanto trabalhadores da Saúde Pública. Caro futuro Presidente, torna-se necessário com extrema urgência a modificação de todo este panorama relatado quanto ao Ministério da Saúde. Algo necessita ser realizado pela sua equipe uma vez lá em cima quanto a incentivar CD´s a procurarem regiões com carência de profissionais da Odontologia. Salários melhores do que o que se paga no Sudeste e Sul do país talvez seria uma boa solução. Hoje um mestre em Odontologia recebe no magistério em torno de R$ 2.200,00 (Dois mil e duzentos reais) e um doutor algo em torno de R$ 4.200,00 (Quatro mil e duzentos reais) para uma jornada de 40 horas semanais. Dedicação exclusiva. È preciso dar mais valor a estes que são responsáveis pela graduação de mais de 12.000 CD´s ao ano em nosso país e melhorar o acesso aos cursos de mestrado e doutorado no que diz respeito as bolsas de estudos. Um professor universitário tem dispensa de suas atividades pedagógicas para pós-graduação e continua recebendo mensalmente até a conclusão. Correto isto, porém um CD não participante de corpo docente algum não tem esta mesma situação e terá então que utilizar-se de bolsas de estudo que acredito não passar de R$ 1.000,00(Hum mil reais) mensais. Como realizar uma pós-graduação desta forma? A avaliação de cursos realizada pelo MEC é muito válida. É preciso que se coloque em prática o que ali é levantado. Fechamento das Faculdades com piores conceitos de forma radical, pois lançam no mercado profissionais desqualificados que colocam em risco a saúde da população. E por falar em desqualificados, não poderíamos esquecer dos “Ilegais da Odontologia” defendidos pelo deputado Paes Landim que até mesmo tentou legalizar as suas atuações com um projeto que defendia que após alguns anos de exercício odontológico ilegal deveriam ser considerados como CD´s. Futuro Presidente da nação brasileira, mesmo dentro dos órgãos de governo observa-se loucuras como esta. É uma tremenda desvalorização de nós, graduados como Cirurgiões-Dentistas. Deve-se sim, fechar os consultórios destes. Quando se ouve dizer que é a população pobre que procura por estes loucos, pois não têm condições financeiras de nos procurar dever-se-ia pensar em oferecer de forma universal todos os procedimentos odontológicos à população através do SUS e dar cadeia aos “ilegais” por exercício ilegal da odontologia, formação de quadrilha, lesão corporal e outros tantos enquadramentos jurídicos. O marketing elegante realizado pelas grandes empresas deveria ser orientado também ao governo brasileiro. Durante a Copa do Mundo de Futebol deste ano observou-se a Brahma com uma vibrante tartaruga que ao se falar neste animal sempre se lembrava daquela cervejaria. A Coca-cola colocou o jogador de futebol Romário para sempre ser lembrado como marca daquele refrigerante. Infelizmente nas esferas governamentais somente a medicina lembra saúde no meu país. Presidente, conto com você e espero ouvi-lo falar sobre a verdadeira SAÚDE a partir de agora.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Programas de Saúde Bucais Públicos:

A prevenção aliada ao atendimento clínico.
O atendimento clínico pela odontologia só se torna resolutivo se acompanhado por correta prevenção: Conduzem à saúde bucal. O paciente pode disponibilizar recursos financeiros necessários ao tratamento com cirurgião-dentista, mas se não seguir os critérios preventivos perde-se aquilo que fora feito ou surgem novas doenças. No Sistema Público o raciocínio também é válido e não se deve entender os programas de saúde bucal públicos como estáticos e inertes, mas sim como importantes mecanismos passíveis de reordenamento e reorganização a todo tempo.

Existe uma grande demanda reprimida de brasileiros carentes de atendimento odontológico curativo. Assim, cabe ao Estado dar a atenção a estes. Mas não cabe só ao governo propiciar a saúde bucal do povo, mas há de se ter envolvimento individual com os cuidados preventivos.

Creio que o que deve ser evitado no atendimento público odontológico é realizar o atendimento clínico de determinada pessoa e não propiciar a ela a higiene bucal supervisionada por no mínimo uma vez por dia e acompanhar estatisticamente a história bucal destes já tratados por no mínimo uma vez ao ano. Experiências existem de crianças de 12 anos atendidas na sua integralidade pelo setor público e que, infelizmente, ao completarem 20 ou 25 anos já usam próteses totais. Acreditaram que somente por se sentarem na cadeira odontológica do SUS e serem atendidos uma vez estariam imunes às doenças bucais e descuidaram totalmente de aspectos primitivos e fundamentais à saúde que é a higiene com escova, creme dental e fio. Mas, também existem estudantes que realizaram o tratamento público e que apresentam toda a dentição anos e anos mais tarde. Assim como também crianças que nunca foram atendidas pela odontologia curativa, mas pela preventiva apenas – pública ou particular – que não tem necessidade de atendimento clínico. Não apresentam as doenças bucais mais comuns. Apostaram apenas na prevenção e acertaram.

Um verdadeiro programa público de saúde bucal há de privilegiar a prevenção antes mesmo do atendimento clínico. Deve-se buscar a assimilação dos cuidados básicos em odontologia passíveis de realização doméstica e longe dos consultórios. Somente após esta inculturação é que deve ser implantado o tratamento clínico.

Os governantes acreditam, por serem leigos, que apenas obturações, selantes, extrações e “limpezas” atendem às necessidades do povo. Isto até dá voto, mas sozinho não resolve esta carência brasileira.

Há que se mudar a consciência dos políticos e do povo. Dos brasileiros para que entendam que antes de tratamento deve vir a prevenção. Dos agentes políticos para que busquem a resolução do problema de forma efetiva melhorando os índices de doenças bucais, planejando metas viáveis de alcance e mensuráveis para que sejam os resultados clínicos criticados a posterior e, principalmente, ofertar a prevenção em saúde bucal com investimentos na capacitação de pessoal e recursos para o trabalho de campo. Há de se privilegiar a prevenção em odontologia como ferramenta mais eficaz a qualquer programa de saúde bucal.

Deve-se, ainda, se questionar se realmente aquilo que está sendo realizado nas cadeiras odontológicas estão sendo conservados pelos pacientes e por quanto tempo. Em algumas cidades, creio, pode se estar realizando atendimentos com grande número de tratamentos concluídos, mas por falta de prevenção todo o investimento em pessoal, produtos e estrutura se perdem. Há que se mudar a dinâmica, caso se perceba que não está sendo resolutivo aquele programa.

O Brasil tem investido em saúde bucal






Em toda história da odontologia do país jamais se viu tantos investimentos e tanta vontade de mudar o panorama caótico da saúde bucal dos brasileiros que dependem do setor público. Não digo que isto é o ideal, mas diria ser já um enorme passo político à contemplação das necessidades odontológicas da população.

Por que digo não ser ainda o ideal? Por aquilo que nós, profissionais da saúde bucal, buscamos é ausência de doenças ou, no mínimo, uma redução dos percentuais de procedimentos curativos no povo. Avançaria o raciocínio, obviamente, não só a nós, mas também a todas demais profissões que labutam na saúde dos indivíduos. Buscamos, juntos, a saúde do indivíduo e, infelizmente, quando pensamos saúde no Brasil associamos isso à cura das doenças. Estas existem, em muitos casos, por que em algum momento faltou prevenção ou ela foi mal concebida, não bem empregada, não bem praticada. Buscar a verdadeira saúde é função nossa e deve ser também o objetivo de cada um dos milhões de brasileiros. Ela vai desde moradia com a estrutura de saneamento básica ou mínima, educação, alimentação, expectativa de vida, emprego, renda, dentre outros e a saúde pública. Esta última é parte apenas da verdadeira saúde que milhões de nacionais não tem, mas creem ter por conseguirem a cura de seus males do corpo apenas.

Como relatei nunca se viu tantos investimentos federais na saúde pública odontológica como nos últimos anos. Isto é importantíssimo no contexto do Brasil. Como são milhões a dependerem do setor governamental com tratamento já das doenças, temos, então, que investir na demanda reprimida existente. Assim, temos um grande crescimento, na verdade enorme, no tocante à implantação das equipes odontológicas inseridas no contexto dos Programas de Saúde da Família – PSF´s. Percebemos avanços também nos chamados Centros de Especialidades Odontológicas – CEO´s.
Qual a relação entre eles? Os CEO´s, uma vez implantados nos municípios, servem de referência aos encaminhamentos oriundos dos PSF´s por terem apenas especialidades odontológicas como Protesistas, Periodontistas, Endodontistas, Atendimento a Pacientes com Necessidades Especiais e Cirurgiões. Assim, o profissional clínico no PSF encaminha à especialidade quando necessário for.

No Brasil dos 5565 municípios, 4614 já aderiram à proposta do Governo Federal em incluir Equipes de Saúde Bucal – Vide gráfico acima - democratizando o acesso dos profissionais cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal à população e, consequentemente, reduzindo por tratarem as doenças bucais. Não como ainda deva ocorrer – como foi narrado - mas já, com certeza, é um grande, um gigantesco passo para um país que não reconhecia a odontologia como importante à saúde geral do indivíduo.

Saúde Bucal e Professores:




A parceria que deu certo

A parceria escola e saúde bucal é uma soma fundamental ao sucesso de qualquer programa público em odontologia por oportunizar aos escolares o contato diário com a prevenção realizada pelos professores a garantir, no mínimo, uma escovação cotidianamente. Embora não o ideal, mas menos ruim. Pior seria a certeza de não ocorrência de nenhuma higiene bucal no dia.

A rede pública de ensino é, já em grande parte dos municípios, uma grande responsável pela diminuição dos índices de cárie e doença periodontal em crianças em idade escolar.

Corretamente capacitados pela equipe odontológica a promoverem saúde bucal, o corpo docente torna-se um importante instrumento a contribuir por um Brasil melhor e mais humano.

Diria humano por eles, professores, desenvolverem uma atividade para a qual não são remunerados nem tampouco, creio, contratados ou nomeados pela rede de ensino ao cumprimento de tal objetivo. Neste sentido multiplicam em muitas vezes o alcance da equipe de saúde bucal pelo empenho, carinho e atenção pura e simplesmente.

A escola que até algum tempo atrás objetivava ao ensinamento das ciências, sucumbiu à saúde bucal e muitos outros temas, inclusive a educação cidadã que muitas vezes não é compreendida pelos pais.
Nesta falta de entendimento do que é função escolar muitos pais – por necessidade ou não – entregam os filhos aos cuidados da escola quase que na integralidade delegando funções paternas ao professor, diminuindo o tempo de convivência e não reforçando a base da sociedade, a família.

Na dinâmica diária esquecem os pais que os professores têm também limitações advindas da própria vida com seus anseios, preocupações, lamentações, frustrações, alegrias e esperanças. E que este mesmo professor tem problemas como todos nós. Há de sobrar ainda alegria a contaminar seus alunos. Há de ter-se tempo para o perfeito preparo das aulas. O professor ainda terá que garantir a formação cidadã da classe.

Diante de todo este panorama onde a família não pode estar junto do filho a equipe odontológica deve ser criativa a oportunizar momentos de alegria e descontração aquelas crianças que já tem distantes seus progenitores. Claro que para isto é fundamental o envolvimento de toda a equipe odontológica disponível para a saúde bucal e disponibilidade de recursos. Não grandes aportes financeiros, pois em sendo criativas as propostas, podem-se conseguir grandes resultados com poucos investimentos.

Levando o filho ao consultório odontológico


A criança com seis aninhos chorando entra no consultório junto à mãe. Tem algo que a mamãe pode fazer para aliviar esse temor?
O profissional deita a criança na cadeira e pergunta o nome. A mãe responde.
O Cirurgião-dentista pergunta a idade ao filho. A mãe também responde.
Segue a pergunta de o que está a incomodar e a mãe novamente responde.
O que o profissional desejava era aproximação do menor através do diálogo. Conseguir a atenção e confiança para somente após examinar e, se possível, executar algum procedimento, exceto em urgências.
A situação ainda é piorada quando a mãe ainda diz ao filho: -“Filho, o doutor só vai olhar”. Pronto. Está dificultado ainda mais o entendimento da criança.
Tudo o que é dito ao filho é tido por ele como uma verdade incontestável e aí há que se tomar cuidado para não informar erroneamente.
Ao informar que só irá olhar, a criança pensa de o porquê de o profissional estar enfiando esse ou aquele instrumento pontiagudo ou arredondado na minha boca? E o pior que pode acontecer: Por que esta agulhada?
A criança a partir dessa idade já tem grande entendimento e já pode ser informada daquilo que irá ocorrer dentro do consultório sem mentiras ou omissões.
Na grande maioria das vezes uma criança que em uma primeira consulta mostra-se resistente devido a informações incorretas sobre o atendimento apresenta-se posteriormente colaborativa uma vez instruída pela mãe.
É um grande erro mentir ou omitir informações da criança quanto ao trabalho do Cirurgião-dentista. Pode até permitir a chegada do filho ao consultório, mas quase sempre dificulta ou impede o atendimento.
Certo é orientar sobre a necessidade do atendimento, o que ocorrerá do início ao fim da sessão podendo ser perguntado ao profissional para posterior informação ao filho e, principalmente, as vantagens de permitir o atendimento e de se ter uma boa dentição.
A criança ter medo é um ato comum de qualquer ser humano em vistas ao desconhecido, principalmente numa área tão nobre como é a cavidade bucal relacionada diretamente à alimentação como suporte fundamental à manutenção da vida e social por permitir a comunicação e o convívio com os semelhantes. Cabe à mãe diminuir esse temor com o correto diálogo tendo que tudo o que ela disser é verdade.

Projeto proíbe criação de cursos de Odontologia

O Projeto de Lei 1823/03, do deputado Geraldo Resende (PPS-MS), que proíbe a criação de novos cursos de odontologia e a ampliação de vagas nos já existentes está sendo apreciado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Geraldo Resende defende a aprovação da medida ao explicar que, segundo o Conselho Federal de Odontologia, existem hoje no Brasil 152 cursos de graduação nessa área formando anualmente 13.500 novos profissionais. “E muitos desses profissionais sem a adequada formação”, ressalta. “Como na questão que envolve a medicina há também a necessidade de se proteger a população contra a grave ameaça resultante dos cursos de má qualidade", afirma o parlamentar.
Saúde Bucal

O autor do projeto destaca que o aumento no número de profissionais em relação à população não tem sido um indicador da melhoria nos níveis de saúde bucal tendo em vista a prevalência de 3,5 "dentes de leite" atacados pela cárie em crianças com três anos de idade. Resende explicou que a proporção da cárie se eleva de acordo com a idade. Aos sete anos a dentição permanente já tem um índice de 2,8 dentes cariados, perdidos e obturados (CPO). Aos onze anos, 5,8. Aos quatorze, 11,2. Na faixa etária de quinze a vinte anos, 15 dentes. Na de vinte a 25, 18,2. Na de
trinta a quarenta, 22. E, de cinqüenta a sessenta, 26,4 dentes cariados, perdidos e obturados.

Tramitação

O Projeto de Lei 1823/03 foi apensado o PL 3340/00 do ex-deputado Renato Silva que determina que a criação de novos cursos superiores de direito dependerão de parecer da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Cursos de odontologia, medicina, psicologia e veterinária dependerão de parecer da representação local dos respectivos conselhos regionais de classe. Quanto à odontologia dos Conselhos Regionais de Oddontologia – CRO´s.

Também estão tramitando em conjunto com o projeto do ex-deputado Renato Silva o PL 5263/01 da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que exige a manifestação dos Conselhos Federais com relação à criação de novos cursos de medicina, odontologia, farmácia, fisioterapia, medicina veterinária, psicologia e direito.

As matérias serão apreciadas também pelas comissões de Economia, Indústria e Comércio, e de Constituição e Justiça e de Redação. Caso sejam aprovadas seguirão para o Senado, desde que não haja requerimento de parlamentares para apreciação pelo Plenário da Câmara.
Agência Câmara
Fonte: http://www.odontologia.com.br/noticias.asp?id=441&idesp=11&ler=s

Comissão aprova projeto contra profissional ilegal


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou substitutivo ao Projeto de Lei 4293/01 do deputado Carlos Batata (PSDB-PE) que prevê pena de seis meses a dois anos de detenção para quem exercer ilegalmente as profissões de veterinário, enfermeiro, farmacêutico-bioquímico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e terapeuta. O projeto altera o artigo 282 do Código Penal que já estabelece a mesma penalidade para o exercício ilegal das profissões de cirurgião-dentista, médico e farmacêutico.

O substitutivo é mais amplo que o projeto original que inclui apenas a medicina veterinária entre as profissões cujo exercício ilegal constitui crime contra a saúde pública. O relator, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), incorporou ao texto as outras profissões previstas no Projeto de Lei 5265/01 da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que tramita apensado ao original: fisioterapia, psicologia, terapia e fonoaudiologia.
Os dois projetos serão encaminhados ao exame da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, ao Plenário.
Agência Câmara. http://www.odontologia.com.br/noticias.asp?id=764&idesp=11&ler=s

Presidente Lula entrega prêmio à Caratinga



Criado pelo Conselho Federal de Odontologia – CFO – com a primeira edição em 2006, o prêmio Brasil Sorridente é um estímulo aos municípios brasileiros para a implantação de políticas públicas de saúde bucal valorizando desde o acesso da população à saúde bucal como também implantação de PSF´s com a Odontologia, a construção dos Centros de Especialidades Odontológicas – CEO´s, a relação de profissionais/população e até as condições salariais das equipes de Saúde Bucal dentre outros.
Ocorrem duas premiações considerando municípios de até 300 mil habitantes e acima. Para concorrerem os municípios inscrevem-se junto aos Conselhos Regionais de Odontologia – CRO - de cada estado da federação. Os CRO´s após criteriosa avaliação através de pontuação encaminham ao CFO o melhor do estado. Com os melhores municípios de cada estado o Conselho Federal elege o melhor do país na implantação de políticas de saúde bucal. Nesse contexto os CRO´s e o CFO consideram para avaliação de entrega da premiação: 1 - Número de habitantes x número de cirurgiões-dentistas da rede pública;2 - Relação entre equipes de Saúde Bucal e equipes do Programa de Saúde da Família e a cobertura populacional alcançada pelas mesmas no município;3 - Maior número de policlínicas e de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em funcionamento no município, de acordo, com o PDR (Plano de Desenvolvimento Regional) do Estado; 4 - Menor índice epidemiológico de cárie dentária em escolares de 6 a 12 anos obtido de acordo com as normas da OMS (Organização Mundial de Saúde);5 - Realização de exames epidemiológicos de cárie dentária e doenças bucais na população acima de 12 anos;6 - O que apresentar melhor desempenho na promoção a saúde bucal do escolar, dos pacientes com necessidades especiais, do idoso, da gestante, do bebê, prevenção, diagnóstico precoce e encaminhamento para tratamento do câncer bucal;7 - O que apresentar programas de capacitação e/ou educação continuada aos profissionais de Odontologia da rede pública;8 - O que promover concurso público para a contratação de profissionais de saúde bucal no PSF e CEO;8 - O que apresentar melhores condições salariais dos profissionais de saúde bucal, especialmente os cirurgiões-dentistas, em relação aos demais profissionais de saúde; e,9 - O que apresentar população com acesso ao sistema público de abastecimento de água fluoretada com acompanhamento do teor de flúor.

O Brasil Sorridente 2008 premiou a cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, como município com mais de 300 mil habitantes. Caratinga foi a vencedora dentre as cidades brasileiras com até 300 mil.
O município vizinho a Manhuaçu recebeu a homenagem e reconhecimento nacional no dia 8 de outubro numa cerimônia em Brasília com as presenças do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Ministro da Saúde, José Temporão, do Coordenador Nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, e, claro, do Prefeito de Caratinga, Ernani Campos além de outros integrantes da equipe de saúde bucal daquele município como cirurgiões-dentistas – CD´s, auxiliares de consultório - ACD´s – e técnicos em Higiene Dental – THD´s.
Além de Caratinga outros receberam menção honrosa devido aos resultados considerados na premiação como Anápolis(GO), Aracaju(SE), Boa Vista(RR), Bonito(MS), Cambe(PR), Canguaretama(RN), Chapecó(SC), Jaboatão dos Guararapes(PE), Madre de Deus(BA), Manaus(AM), Maringá(PR), Pedras de Fogo(PB), Piripiri(PI), São Gonçalo do Amarante(CE) e Ribamar(MA).

SESI/ACIAM e Armazéns Gerais Leste de Minas levam saúde bucal aos funcionários



Um projeto do SESI/ACIAM vem proporcionando aos funcionários de algumas empresas de Manhuaçu acesso a informações sobre saúde. Com o projeto de “Hábitos saudáveis no ambiente de trabalho” a proposta é a de se levar às empresas interessadas temas relacionados diretamente com a qualidade de vida dos trabalhadores.
No último dia 10 o SESI/ACIAM realizou a palestra sobre saúde bucal dentro dos Armazéns Gerais Leste de Minas dando continuidade ao projeto.
Convidado pelo Prof. José de Picada Rocha, técnico de lazer e esportes do SESI, o Dr. Keller Filgueiras abordou o tema: “Bons motivos para se ter bons dentes” relacionando hábitos saudáveis em odontologia com as relações interpessoais e profissionais abordando assuntos como mau hálito, dicção, boa digestão e boa aparência.
A necessidade de construção de uma sociedade que contemple a verdadeira saúde privilegiando a prevenção já fora iniciada por meio de atitudes empreendedoras como a de se levar informação ao adulto também e não somente à criança. Há de se considerar que a população trabalhadora também deseja entender, assimilar e executar atitudes saudáveis.
Há pouco tempo era possível apenas prevenção em odontologia somente à classe estudantil por um motivo simples: O de se encontrar facilmente várias crianças em um mesmo ambiente e lá promover a saúde usando-se de palestras, escovações supervisionadas e aplicação de fluoretos.
Com esta nova visão empresarial o sucesso já alcançado na prevenção infanto-juvenil em saúde bucal comprovada estatisticamente pelos Levantamentos Epidemiológicos pode ser alcançada também junto aos trabalhadores.
A odontologia que foca há muito a prevenção como a principal forma de propiciar saúde aos estudantes acha agora a abertura para a saúde bucal também do trabalhador graças à visão sócio-empresarial modificando as estatísticas odontológicas brasileiras positivamente.

Hábitos dos pais


Durante uma visita de uma THD – Técnica em Higiene Dental - a uma escola uma criança chamou a atenção para um assunto familiar com grande reflexo na vida dos filhos.
A entrega das escovas e cremes dentais ocorreu. Ao finalizar a THD informou que os kits deveriam ser levados para casa. Nesse momento uma criança perguntou à profissional o porquê de levar, pois lá onde morava ninguém escovava os dentes e que o pai chegara até a reprimir a atitude realizada na escola por julgar desnecessário. Ignorância.
Lamentavelmente essa atitude pode estar ocorrendo muito nos lares menos informados e longe da informação veiculada pela mídia.
São importantes as propagandas divulgadas nos jornais, revistas e na TV. Esta é um grande meio de comunicação de massa e que ao mostrar uma escova dental ou creme dental ou mesmo um clareador demonstra a necessidade de higiene bucal obviamente e a relação saúde da boca e aspectos sociais, porém em muitos locais, principalmente rurais, esse tipo de aparelho não existe. Daí a necessidade de divulgação via rádio por ser esse o meio de comunicação mais democrático existente.
Mas, mesmo em alguns casos percebe-se que mesmo diante da informação correta alguns preferem agir como aquele pai citado devido à cultura do uso da dentadura ser melhor. Infelizmente.
Atitudes corretas de higiene – valendo dizer que não só a bucal – realizada pelos pais revelam aos filhos a necessidade de agir com os devidos cuidados saudáveis sendo bem mais didático e eficiente do que apenas dizer: -“Filho, vá escovar os dentes”.

A valorização da profissão pelo governo atual

Observamos que durante a gestão governamental do atual presidente Luiz Inácio tem ocorrido uma grande valorização da profissão odontológica.
Creio que nunca se viu tamanha divulgação e investimento no setor como o que se percebe nos últimos anos.
A odontologia que era entendida pelos governantes como uma necessidade apenas nas urgências e aqui vale dizer a visão leiga de apenas dor de dentes passou a ser vislumbrada também com outros focos como as especialidades. Embora alguns gestores ainda entendam como antes.
Seguindo a meta do presidente anterior, FHC, que deixou o legado dos Programas de Saúde da Família, porém sem inserção das equipes odontológicas, o atual gestor maior do país consagrou a classe das urgências a tomar posse no contexto da saúde do indivíduo.
Alicerçado pelos estudiosos políticos aliados percebeu que são milhares os Cirurgiões-dentistas interessados no programa seja por qual forem os motivos. Avaliou também que a população em sua grande maioria não tem acesso à verdadeira odontologia e anseia em ter. Desta forma, viu que democratizar a odontologia aos brasileiros traria bons frutos políticos e sociais.
Conseguiu e esta conseguindo inserção de muitos profissionais da equipe como auxiliares e Cirurgiões-dentistas não esquecendo também de especialistas via Centro de Especialidades Odontológicas – CEO´s.
Melhora a cada dia o acesso populacional a esta bonita odontologia e, creio, continuará.
Tem disponibilizado cursos de aperfeiçoamento às equipes dos PSF´s e também das Unidades Básicas de Saúde e só não participam os municípios que não querem enviar profissionais.
Tem alocado recursos financeiros para aquisição de equipamentos e contratação de pessoal.
Tem, assim, valorizado a profissão via divulgação dos seus avanços e quem mais ganhou com isto é o brasileiro.
Creio que de agora em diante a conquista social alcançada pelo povo não mais será perdida como todas as demais não o são e que a partir desta gestão qualquer governante que não seguir o mesmo raciocínio será como um gestor que não propor e executar melhorias no meio-ambiente: Um desatualizado e por que não dizer não servir para o cargo.

É necessário informar o conhecimento que se tem




Um dia desses recebi um e-mail de um leitor relatando que desconhecia ser o Cirurgião-dentista conhecedor de tantas informações que não só dentes e gengivas.
Outro parou-me na rua e disse não saber que Cirurgião-dentista conhecia sobre tumores e continuou o diálogo sobre esse tema.
Outro que acreditava que ATM parecia ser da área médica ortopédica e somente dela.
Claro que fiz as defesas necessárias naquele momento.
Interessante são essas intervenções e, creio necessárias de serem divulgadas, altamente construtivas por demonstrarem a todos enraizados nesta grande ciência que é necessário demonstrarmos conhecimento da ampla odontologia. É importante a divulgação do conhecimento dental e periodontal aos nossos pacientes, mas também importantes são os demais conhecimentos adquiridos na vida acadêmica.
Num mundo cada vez mais informado devido às facilidades de acesso aos diversos temas cabe modificarmos as mentalidades arcaicas que crêem ser a odontologia apenas guiada à dentes e gengivas com disse o leitor. Críticas construtivas devem ser aceitas e a carapuça devidamente encaixada. Infelizmente muitos ainda demonstram conhecimento técnico restrito. É só observarmos que grande parte ainda mostra um dentinho branco e, talvez, uma escova como identificação de que ali existe um dentista. Não que seja contra a correta higiene, muito pelo contrário, mas sabemos mais do que isto. Observar e criticar o nosso cotidiano faz parte de melhorias nas vidas de todos devido à informação. Conhecer o profissional e nele confiar faz parte do processo de tratamento das doenças, pois não é possível cuidar do enfermo se este não confia naquele que dele trata.
Numa aula da graduação uma doutora professora da Faculdade de Odontologia da UFJF renomada nacional e internacionalmente na odontopediatria disse a nós alunos que é necessário que os colegas comecem a ler outros temas que não somente livros odontológicos. Talvez, entre outros anseios do discurso, quisesse também demonstrar a nós, alunos, que o mundo exige mais do que tão vasto e importante conhecimento técnico.

A placa miorrelaxante

O que é a placa de mordida?
É um aparelho confeccionado em acrílico que é colocado sobre os dentes e que apresenta três funções principais: A primeira é a de proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam parafunção como o bruxismo (hábito de ranger dentes); a segunda é a de aliviar as articulações temporomandibulares (localizadas em frente aos ouvidos) contra as forças excessivas que se formam durante a parafunção; e a terceira é a de induzir o relaxamento da musculatura, o que ocorre em apenas alguns casos.
Qual é a sua indicação?
A placa de mordida tem várias indicações. Para pacientes que apresentam bruxismo com a finalidade de proteger os dentes do desgaste. Outra indicação importante é para pacientes que têm problemas nas articulações temporomandibulares e podem apresentar estalidos e travamento aliado a fortes dores de cabeça, cansaço muscular matutino, zumbido ou tamponamento dos ouvidos e, em alguns casos, pode ter relação com irritação.
Como deve ser utilizada?
A utilização da placa depende do diagnóstico e a critério do Cirurgião-dentista.
Quando deve ser substituída?
Caso tenha sido confeccionada apropriadamente a mesma placa pode ser utilizada durante todo o tratamento. Porém, se o tratamento se prolongar por mais tempo, se a placa fraturar, ficar amarelada ou com deposição de tártaro, ela deverá ser substituída.
A placa pode ser indicada para dor de cabeça?
A dor de cabeça pode ter inúmeras causas distintas. Feito o diagnóstico e constatado que a dor é de origem muscular ou articular a placa pode ser um coadjuvante no tratamento sendo que pode haver necessidade de uso de medicamentos.
Por quanto tempo a placa deve ser utilizada?
A maioria dos problemas de desordem temporomandibular pode ser controlada em um período médio de 6 a 12 meses. Entretanto, em alguns pacientes, devido a outros fatores, a placa poderá ser utilizada por um período mais prolongado sempre sob controle periódico do profissional.
A placa de mordida necessita de manutenção?
Conforme a musculatura relaxa ou a placa se desgasta a oclusão se modifica, devendo, então, ser ajustada periodicamente a critério do profissional.
Fonte: Alterado de http://www.apcd.org.br/

Brasil Sorridente

A nova Política Nacional de Saúde Bucal, o Brasil Sorridente, implementada pelo Ministério da Saúde (MS) é um conjunto de ações do projeto estratégico do governo federal que tem por objetivo ampliar o atendimento e melhorar as condições de saúde bucal da população brasileira.
Ações:

1) Implantação em todo Brasil de aproximadamente 400 centros de especialidades odontológicas - CEOs e laboratórios regionais de prótese dentária (LRPDs). Para ser credenciado ao Brasil Sorridente um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) deve ofertar à população, no mínimo, as seguintes especialidades: cirurgia oral, atendimento a pacientes com necessidades especiais, periodontia (tratamento de doenças na gengiva), endodontia (tratamento de canal) e diagnóstico oral com ênfase na identificação do câncer de boca.
São estabelecidos por portarias do Ministério da Saúde as normas, requisitos e o financiamento dos CEOs e LRPDs.
CEOs tipo I com três cadeiras recebem mensalmente R$ 6.6 mil para custeio além de R$ 40 mil em parcela única correspondente a custos com reforma, ampliação ou aquisição de equipamentos.
No caso dos CEOs tipo II com quatro ou mais cadeiras esses valores são de R$ 8.8 mil/mês e R$ 50 mil, respectivamente;
2) Viabilização da fluoretação nas estações de tratamento de água;
3) Alcance de 16.000 equipes de saúde bucal no Saúde da Família como estratégia de reorganização da atenção básica em saúde bucal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
As equipes de saúde bucal modalidade I formadas por um cirurgião-dentista e um auxiliar de consultório dentário recebem R$ 20.400,00/ano para custeio.
As equipes de saúde bucal modalidade II formada por cirurgião-dentista, auxiliar de consultório dentário e técnico em higiene dental recebem R$ 26.400,00/ano para custeio.
Todas as novas equipes de saúde bucal recebem em parcela única R$ 6 mil para a aquisição de equipamentos odontológicos conforme estabelece a Portaria nº 74 de 20 de janeiro de 2004;
4) Fornecimento de insumos odontológicos para a realização de procedimentos clínicos restauradores e preventivos para todas as equipes de saúde bucal na estratégia Saúde da Família;
5) Fornecimento de um novo equipo odontológico para as equipes de saúde bucal modalidade II para que comecem a atuar com dois consultórios um para o cirurgião-dentista e outro para o técnico em higiene dental (THD) e aumentem a produção das equipes.
Fonte: http://dtr2004.saude.gov.br/susdeaz/

Princípios do SUS

Os princípios da universalidade, integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou doutrinários e os princípios da descentralização, da regionalização e da hierarquização de princípios organizacionais.

Universalidade da Saúde
Significa que o sistema de Saúde deve atender a todos, sem distinções ou restrições, oferecendo toda a atenção necessária, sem qualquer custo.

Integralidade
Garante ao usuário uma atenção que abrange as ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, com garantia de acesso a todos os níveis de complexidade do Sistema de Saúde. A integralidade também pressupõe a atenção focada no indivíduo, na família e na comunidade (inserção social) e não num recorte de ações ou enfermidades.

Eqüidade em saúde
Igualdade da atenção à Saúde sem privilégios ou preconceitos. O SUS deve disponibilizar recursos e serviços de forma justa, de acordo com as necessidades de cada um. O que determina o tipo de atendimento é a complexidade do problema de cada usuário. Implica implementar mecanismos de indução de políticas ou programas para populações em condições de desigualdade em saúde por meio de diálogo entre governo e sociedade civil envolvendo integrantes dos diversos órgãos e setores do Ministério da Saúde (MS), pesquisadores e lideranças de movimentos sociais. Objetiva alcançar a oferta de ações diferenciadas para grupos com necessidades especiais.

Descentralização
É o processo de transferência de responsabilidades de gestão para os municípios atendendo às determinações constitucionais e legais que embasam o SUS e que definem atribuições comuns e competências específicas à União, estados, Distrito Federal e municípios. A municipalização é uma estratégia adotada no Brasil que reconhece o município como principal responsável pela saúde de sua população.
Municipalizar é transferir para as cidades a responsabilidade e os recursos necessários para exercerem plenamente as funções de coordenação, negociação, planejamento, acompanhamento, controle, avaliação e auditoria da saúde local, controlando os recursos financeiros, as ações e os serviços de saúde prestados em seu território. O princípio da descentralização político-administrativa da saúde foi definido pela Constituição de 1988, preconizando a autonomia dos municípios e a localização dos serviços de saúde na esfera municipal próximos dos cidadãos e de seus problemas de saúde. O Brasil apresenta grandes diversidades econômico-sociais, climáticas e culturais que tornam a descentralização administrativa fundamental: Ela possibilita que os municípios assumam a gestão da saúde em seus territórios de acordo com as necessidades e características de suas populações. Estimula, na esfera municipal, novas competências e capacidades político-institucionais. Os estados e a União devem contribuir para a descentralização do SUS fornecendo cooperação técnica e financeira para o processo de municipalização.

Regionalização
Um dos princípios que orientam a organização do SUS definidos pela Constituição Federal Brasileira e pela Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990).
Constitui eixo estruturante do Pacto de Gestão do SUS definido pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 26 de janeiro de 2006 e aprovado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 9 de fevereiro de 2006 o que evidencia a importância da articulação entre os gestores estaduais e municipais na implementação de políticas, ações e serviços de saúde qualificados e descentralizados que possibilitem acesso, integralidade e resolutividade na atenção à saúde da população.
No processo de regionalização são identificadas e constituídas as regiões de saúde – espaços territoriais nos quais serão desenvolvidas as ações de atenção à saúde objetivando alcançar maior resolutividade e qualidade nos resultados, assim como maior capacidade de co-gestão regional. A política de regionalização prevê a formação dos colegiados de gestão regionais que têm a responsabilidade de organizar a rede de ações e serviços de atenção à saúde das populações locais.
Fonte: http://dtr2004.saude.gov.br/susdeaz/

Curso de atendimento a pacientes com necessidades especiais



Foi realizado no período de 05 a 09 de dezembro de 2008 pela Gerência Regional de Saúde de Manhumirim – GRS – um curso abordando o tema tratamento odontológico a pacientes com necessidades especiais (PNE) com o Prof. Geraldo Leal, especialista sobre o tema pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais, e coordenador do Departamento de Odontologia de Ponte Nova (MG).
O objetivo da capacitação foi o de capacitar Cirurgiões-Dentistas a prestarem atendimento a nível ambulatorial como os consultórios já existentes na rede pública de saúde bucal de todos os municípios a esse grupo de pacientes ou, na impossibilidade de fazê-lo, encaminhar adequadamente os mesmos a centros de tratamento já existentes após o devido exame para se verificar a real necessidade de intervenções a nível hospitalar. Para tal intento o hospital deve ser dotado em sua área cirúrgica de equipamentos odontológicos comuns aos ambulatórios propiciando, assim, atendimento sob anestesia geral realizada por médico anestesiologista de forma a possibilitar não somente cirurgias para extrações dentais, mas também restaurações, tratamentos periodontais e endodônticos – canais – pela equipe odontológica constituída por 02 (dois) Cirurgiões-Dentistas, uma Auxiliar (ACD) e, se possível, uma Técnica em Higiene Dental (THD).

Para fins de assistência odontológica é considerado paciente com necessidades especiais todo aquele que impossibilite ou que demande uma abordagem diferenciada para se beneficiar da assistência odontológica convencional a nível ambulatorial.

Abordou-se temas relacionados à paralisia cerebral, deficiência mental, síndrome de Down, autistas, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, hipertensos, diabéticos, gestantes, tuberculosos, hansenianos, idosos e outros desde a abordagem, condicionamento, contenção e farmacologia para atendimento aos pacientes narrados além de orientações, quando necessárias, aos cuidadores respectivos.
Os municípios de Manhuaçu, Luisburgo, Manhumirim, Caputira, Fervedouro, Mutum, Divino, Lajinha, Carangola, Matipó, Taparuba, Simonésia, Ipanema, Espera Feliz, Pedra Dourada, Chalé, Alto Jequitibá, Alto Caparaó, Conceição de Ipanema, Reduto, Martins Soares, Tombos, Santana, São Francisco do Glória, São José do Mantimento e Durandé participaram da capacitação por intermédio das Secretarias Municipais de Saúde que enviaram os profissionais.

Adoçantes




O adoçante substitui o açúcar?
O adoçante é considerado um substituto do açúcar em relação ao paladar, no entanto, é preciso esclarecer que enquanto o açúcar é calórico, os adoçantes podem ou não conter calorias.

Os adoçantes evitam a cárie dental?
O açúcar ou sacarose é o alimento principal das bactérias que provocam cárie. Os adoçantes não são aproveitados por elas da mesma forma. Logo, quando há oferta de adoçantes substituindo a sacarose o número de bactérias diminui. No entanto é muito importante lembrar que vários fatores atuam em conjunto para provocar a cárie. Assim, a prevenção não pode ser direcionada para um único fator. Além disso, a substituição da sacarose por outros tipos de carboidratos mais complexos (menos utilizados pelas bactérias) seria a escolha mais saudável.

As crianças podem ingerir adoçantes?
Sim, as crianças podem ingerir adoçantes, mas normalmente recomenda-se apenas para aquelas que realmente têm indicação para o seu uso como as diabéticas e, em algumas situações, as obesas (indicação médica). No entanto, em relação às crianças com risco aumentado para a cárie dental o ideal é manter um controle na ingestão de sacarose tanto na freqüência quanto na quantidade e reforçar os outros meios preventivos.

E em relação aos chicletes “sugar-free”?
São melhores que os que possuem açúcar, mas deve ser observada a quantidade recomendada. Além disso, o fato de não terem açúcar e estimularem a salivação faz com que ajudem na proteção contra a cárie. Isso vale principalmente para o chiclete com xilitol, pois esse adoçante tem uma ação antibacteriana.

Atendimento a pacientes com necessidades especiais

O que é um paciente especial e como o dentista deve capacitar-se para atender às suas necessidades?
Pacientes especiais ou portadores de necessidades especiais são indivíduos que apresentam desvios no padrão de normalidade de sua condição física, mental, orgânica e/ou de sociabilização. Essa condição pode ser de caráter transitório (ex.: gravidez) ou permanente (ex.: paralisia cerebral). O dentista que se propõe a atender pacientes especiais precisa ter conhecimento das características e particularidades desses indivíduos. Para essa finalidade existem vários cursos, estágios e literatura científica que capacitam o profissional para o tratamento odontológico. O consultório é basicamente semelhante aos outros, porém, há necessidade de espaço físico adequado (rampa, portas, corredores amplos) e, muitas vezes, instrumentos odontológicos de tamanho reduzido.

Qual a real necessidade do tratamento odontológico em um paciente especial com comprometimento severo?
Todo indivíduo, mesmo aquele mais comprometido, deve ter boas condições bucais para que sejam evitadas complicações na função de mastigação e deglutição, assim como para evitar focos de inflamação e infecção que causam dor e podem afetar outros órgãos e, finalmente, a saúde geral do indivíduo.

A partir de que idade um bebê especial deve ir ao dentista?
Assim como um bebê normal, o bebê especial deve ir ao dentista antes mesmo de ter “nascido” o primeiro dente de leite para que o profissional institua um programa de prevenção à cárie e a outras doenças bucais.

Que tipos de cuidados caseiros os pais ou responsáveis devem ter para melhorar as condições bucais desses pacientes?
Os cuidados caseiros são essenciais para a prevenção de várias doenças. O primeiro cuidado básico é referente à higiene que deve ser efetuada após as refeições. Se for necessário o paciente pode lançar mão de recursos especiais como escovas com adaptadores, dedeiras, passa-fio etc. O segundo cuidado é referente à dieta que deve ser nutritiva evitando-se os alimentos ricos em açúcares e os pastosos. Os horários corretos das refeições precisam ser observados. Medicamentos com muito açúcar, salvo contra-indicação médica, devem ser dados junto com as refeições. Como terceiro cuidado básico ressalta-se o uso do flúor tópico na forma de dentifrícios que deve ser realizado diariamente e o uso de soluções fluoretadas na forma de bochechos que pode ser instituído de acordo com as possibilidades do paciente para sua execução bem como de acordo com o risco para o desenvolvimento da doença cárie.

A alimentação especial que muitos desses pacientes têm prejudica os dentes?
Em alguns casos, sim. A consistência pastosa dos alimentos dados a pacientes que não conseguem mastigar é um exemplo. Nessas situações o cuidado com a higiene deve ser redobrado o que infelizmente não acontece na maioria das vezes.

O “stress” de um tratamento odontológico pode agravar o estado emocional do paciente?Algumas vezes, sim. É necessário que o dentista coloque para os pacientes e familiares os benefícios do tratamento odontológico para que ele se sinta “cuidado”. Há aqueles que apresentam menor capacidade de entendimento ou são mais ansiosos e para eles o tratamento odontológico apresenta-se como um fator estressante. O profissional pode lançar mão de recursos terapêuticos que visem minimizar essa situação desfavorável.

Como conseguir cooperação para o tratamento quando o paciente apresenta comportamento agitado?
Vários métodos podem ser utilizados desde o condicionamento verbal, passando pela contenção física, até métodos de sedação. Como último recurso é usado a anestesia geral para a execução do tratamento. A opção dependerá da condição em que se apresenta o paciente, do contexto familiar geral e da preferência do profissional.

Os métodos utilizados não podem traumatizar o paciente?
Desde que bem indicados e executados, não. O método utilizado deve ser adequado ao paciente de modo a não traumatizá-lo.Pode ser utilizado “calmante” para o tratamento?Sim. Os sedativos ou “calmantes” são muito benéficos em várias situações melhorando o comportamento do paciente e, conseqüentemente, as condições de trabalho do dentista.

Quais os problemas bucais mais comuns nos pacientes especiais?
Os problemas mais comuns são a cárie e a doença periodontal, sendo esta última decorrente de problemas de ordem local, geral ou medicamentosa (anticonvulsivantes). O tipo de patologia que o paciente apresenta, como, por exemplo, distúrbios neuropsicomotores, pode acarretar sérios problemas de oclusão, decorrentes principalmente da hipotonia muscular (flacidez), levando a alterações na relação maxilomandibular.

O atendimento odontológico pode desencadear convulsões naqueles pacientes que já tiveram crises?
O atendimento odontológico em si não desencadeia convulsões nesses pacientes. Mas o dentista precisa tomar cuidado para evitar certos estímulos que podem desencadear crises, como, por exemplo, acender o foco de luz de forma abrupta no rosto do paciente. O dentista que cuida de pacientes especiais sabe como proceder para evitar essas crises. De qualquer forma, é sempre importante lembrar que o paciente não deve interromper sua medicação para o tratamento odontológico.Fonte: www.apcd.org.br

Próteses Totais Provisórias






As próteses totais provisórias são tratamentos reabilitadores rápidos aos pacientes que uma vez extraídos os dentes optam em não ficarem por muito tempo ou tempo algum sem os dentes. Uma vez realizadas as extrações dentais ocorre a cicatrização da mucosa em até quinze dias, porém a parte óssea pode necessitar de até noventa dias.Por esse motivo não é aconselhável iniciar a confecção das próteses totais definitivas antes de sessenta a noventa dias.
As próteses totais provisórias são confeccionadas em acrílico podendo ocorrer sua instalação imediatamente após as extrações dentais ou em até sete a dez dias após as mesmas.
Para que ocorra de ser colocada em função logo imediatamente após o procedimento cirúrgico torna-se necessário uma moldagem anterior, confecção das mesmas e somente após as extrações. Oferece a vantagem de o paciente sair do consultório no mesmo dia em que extrair os dentes já com dentadura embora provisória. Como desvantagem pode ocorrer de ferir a boca pela técnica empregada que permite apenas uma única moldagem.
As próteses provisórias totais podem ser também instaladas não imediatamente, mas num curto prazo de até dez dias após as cirurgias. Nesse caso ocorre as extrações dentais e dias após a moldagem, registros, prova dos dentes e instalação. Oferece vantagens ao paciente por incomodar menos que a imediata por permitir a cicatrização da mucosa antes da instalação.
O uso de adesivos para dentaduras nos casos de provisórias é recomendado por permitir melhor retenção das mesmas uma vez que essas podem apresentar-se instáveis ou não firmes à boca pela impossibilidade de aplicação de técnicas para que isso não ocorra devido à ferida cirúrgica.
Não deve o paciente ultrapassar noventa dias de uso da provisória e procurar o Cirurgião-dentista dentro desse período para confecção da definitiva. As próteses totais provisórias podem perder a adaptação à boca e causar ferimentos além de demais transtornos à articulação têmporo-mandibular. Uma vez confeccionadas as definitivas as provisórias devem ser descartadas imediatamente.

Uso de adesivos para dentaduras


As próteses totais ou dentaduras são uma das alternativas mais usadas pela odontologia para reabilitar pacientes totalmente desdentados. O uso desse tipo de procedimento na maxila - ou “maxilar superior” como ainda alguns pacientes conhecem – é de mais sucesso que a mandibular – ou “maxilar inferior” como pode ser chamada pelo leigo. Esse tipo de prótese prende-se ao rebordo alveolar remanescente – ou base óssea – por meio do vácuo, ou seja, deve inexistir entre a base e a dentadura ar. Porém, a veiculação na mídia sobre o uso de adesivos para dentaduras parece tornar o uso desses produtos de forma indiscriminada e a demonstrar que a técnica usada pelos profissionais envolvidos – Cirurgião-dentista e Protético – é falha ou pode falhar. Assim como parece ocorrer com outros medicamentos que ao final das propagandas chama a atenção para que “não desaparecendo os sintomas, procure o profissional”. Quando certo seria procurar o profissional e somente a esse caber a prescrição correta. É a banalização que pode tornar o certo ou o correto como duvidoso.

As próteses totais são estruturas rígidas confeccionadas em acrílico com elementos dentais que também podem ser do mesmo material citado. Sua confecção depende do trabalho do profissional protético ou TPD (Técnico em Prótese Dental) devidamente inscrito junto ao Conselho Federal de Odontologia – CFO - que realiza o trabalho laboratorial do procedimento como moldeira individual, chapa de prova, montagem dos dentes e acrilização e ao Cirurgião-dentista compete as moldagens, registros, provas e ajustes.

O envolvimento desses dois profissionais usando de técnicas cientificamente corretas e comprovadas culmina numa Prótese Total que se torna firme à boca sem uso de adesivos por reter-se pelo vácuo. O uso da dentadura inferior pode não ter o mesmo sucesso por ser a mandíbula um osso móvel durante os movimentos de abertura e fechamento da boca acarretando em entrada de ar entre a prótese e o rebordo alveolar e a perda do vácuo tendo consequentemente instabilidade, ou seja, não se prendendo à parte inferior como ocorre com a superior.

O mito da cura da sensibilidade dental pelos cremes da TV


A odontologia evolui muito a cada dia principalmente quando se trata de novos produtos para efetivação de tratamentos. È possível na atualidade executar em alguns casos o tratamento dos canais em única sessão. Materiais restauradores protéticos destacam-se nesse aspecto pela grande possibilidade de melhora estética. A implantodontia tem buscado a facilitação. Tudo isso com a referida indicação profissional. Porém, surge também uma consciência inadequada dos pacientes diante de tal evolução e levados por propagandas enganosas.

Por muitos momentos verificamos pacientes que narram o uso indiscriminado dos cremes dentais dessensibilizadores “que passou na TV” na tentativa de tratar a dor de dentes ou desconforto causado pela sensibilidade. Um mito que somente pelo uso do referido resolverá a situação, porém mesmo com o passar da sintomatologia, pode prejudicar ainda mais a saúde bucal pela demora na busca definitiva em se sanar a causa. As propagandas veiculadas principalmente na TV podem enganar os desavisados.

Quando existe dor em algum local na boca isto indica que algo está errado e o profissional deve ser consultado. A auto medicação pode até contribuir – embora sabidamente um erro - no alívio dela temporariamente, porém deve-se tomar cuidado com o que causa a dor, pois quando se usa algum desses “remédios” deve-se ter em mente que a causa do problema não é resolvido pelo seu uso, mas apenas a dor ou o desconforto. Somente o profissional é capaz de tratar o problema, às vezes até com o uso de medicamentos, mas não somente com ele.

Assim, antes de usar medicamentos aleatoriamente na busca de soluções bucais consulte o seu profissional. Somente ele pode propor o tratamento adequado.

Um novo idoso


Estamos na era dos idosos. A cada mês o número de pessoas com mais de 60 anos no mundo aumenta em torno de 1 milhão de pessoas. Há dois mil anos atrás a expectativa média de vida era de 20-30 anos e, hoje em dia, varia entre 64-70 anos para os homens e 70-78 anos para as mulheres.
Estima-se que após o ano 2010 o número de idosos no mundo aumente tão rapidamente que em 2035 uma em cada quatro pessoas no mundo tenha mais de 60 anos.
Com o aumento da população idosa encontraremos um "novo idoso" com suas condições físicas, sociais e psíquicas bastante particulares que demandará por uma maior e mais diversificada atenção por parte dos dentistas e de outros profissionais da saúde. A profissão odontológica – incluindo associações de classe, o meio universitário e os diversos prestadores de serviço - deve estar ciente e alerta para esta questão de forma a ampliar o estudo e a pesquisa nessa área contribuindo para resolver todos os problemas relacionados com a saúde bucal dos pacientes da terceira idade.
A medicina e a odontologia têm sido distintamente separadas como práticas por mais de um século. A recente mudança que se observa no perfil demográfico da população, sem dúvida, promoverá mudanças no perfil dessas profissões que deverão desenvolver mais as atividades de colaboração interprofissionais e de educação mútua. Essa nova escola médica e odontológica, baseada em programas geriátricos para médicos e dentistas, será apenas um primeiro passo da longa estrada do conhecimento dos cuidados de saúde para os idosos que crescerá juntamente com o esperado aumento da população da terceira idade.
Publicado na Internet em www.odontologia.com.br/artigos/geriatria.html

Lesões bucais e as próteses totais


Muito se ouve falar:
-Doutor, coloquei dentadura e não preciso ir nunca mais ao dentista!
Engano pensar desta forma, pois os cuidados com estes tipos de próteses devem se grandes e os riscos de problemas futuros existem caso não sejam observados os critérios científicos necessários a sua confecção e as verificações periódicas com profissionais habilitados.
A falta de informações sobre a confecção, uso e manutenção das próteses totais ainda é um fato encontrado dentre os usuários deste tipo de aparelho. As lesões causadas pela presença de microorganismos acumulados sobre as superfícies protéticas graças à deficiência na higienização destas ou causadas por traumatismos gerados pela adaptação deficiente das mesmas sobre os rebordos alveolares são as mais comumente encontradas na prática odontológica diária.
Lesões como a Estomatite Protética, a Hiperplasia Fibrosa Inflamatória e a Lesão Periférica de Células Gigantes são achados constantes .
A perda da altura dos dentes artificiais podem acarretar em sérios prejuízos à Articulação Têmporo-Mandibular – ATM.
O uso destes tipos de próteses levam a uma reabsorção dos ossos de sustentação culminando em uma adaptação inadequada com o passar dos tempos.
O velho ditado popular, ainda muito falado, de que “dentadura boa tem que machucar para acostumar” é uma inverdade, pois a dentadura deve se adaptar à boca e não o contrário.

Como cuidar das próteses removíveis?
Não dormir com estas peças protéticas;
Higienizar usando escova dental em toda a prótese; não somente sobre os dentes artificiais;
Em caso de fratura da prótese não tentar “colar”, mas sim procurar um Cirurgião-dentista para indicar ou sua troca ou reembasamento, seguindo-se padrões técnicos;
Pode-se colocar estas próteses imersas em água sanitária diluída em água, mas lavá-las com água corrente antes de serem novamente usadas;
Escovar a língua;

Quando o usuário deste tipo de prótese deve procurar o Cirurgião-dentista?
Visitar o Cirurgião-dentista, no mínimo, a cada 5 (cinco) anos para uma avaliação do estado do aparelho e de toda a cavidade bucal e a relação existente entre estes.
Caso a prótese apresente uma cavidade localizada na superfície palatina ou “céu da boca” denominada de câmara de sucção esta visita deve ser o mais breve possível, pois o uso desta é contra-indicado.
Na presença de ardor, prurido (coceira) ou gosto amargo.
O uso de próteses mal confeccionadas, mal adaptadas ou em estado precário de uso e conservação é um fator favorecedor do surgimento de lesões de tecido mole na cavidade bucal;
Infecções fúngicas são constantemente observadas em pacientes que não tem o hábito de remover as próteses ao dormir.

Baseado em texto publicado em:
http://odontologia.com.br/artigos/lesoes-causadas-proteses.html

Dentaduras


Qual é o melhor tipo de dente ?
É difícil estabelecer regras fixas para a escolha de dentes de porcelana ou de resina acrílica. Atualmente, a maioria dos profissionais prefere os de resina acrílica, pois apresentam como vantagens: Não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala, o perigo de fratura é menor, facilidade para ajustes oclusais. Suas desvantagens incluem: As mudanças de forma e de cor, maior cuidado na limpeza, desgaste com o tempo de uso.
Vantagens dos dentes de porcelana: Estabilidade da cor, facilidade de limpeza, o desgaste é clinicamente insignificante. Desvantagens: Produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala, abrasão nos dentes naturais opostos, perigo maior de fraturas.

Qual o tempo de duração de uma dentadura?
A cada 5 anos, o paciente deverá procurar o seu cirurgião-dentista, para uma análise criteriosa para confecção de novas dentaduras. Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.

Quanto tempo é necessário para se acostumar às dentaduras?
A dentadura inferior leva 4 vezes mais tempo que a superior. Quanto mais tempo você empregar na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções. Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos ou "calos" procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.

Que tipo de alimentos devo comer?
Coma somente alimentos macios e cremosos nos primeiros dias; à medida que for progredindo, coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e
por igual a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.

É difícil falar com as novas dentaduras?
Se você tem tendências de misturar as palavras, ou parece difícil, pratique falando em voz alta em frente ao espelho. Normalmente, rapidamente se aprende a falar com a nova prótese.

Por que as dentaduras "machucam"?
Quase sempre elas irão provocar pequenas ulcerações na sua gengiva. É muito difícil fazer dentaduras que não traumatizem a fibromucosa, provocando dores. Quase sempre é necessário realizar controles posteriores, desgastes, ajustes oclusais etc.; não esquecer que as dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva é muito delicado e sensível.

O que fazer com a sensação de "boca cheia"?
Para diminuir seus efeitos, engula com menos freqüência, e,depois de alguns dias, seu organismo se adaptará às novas condições. Os músculos dos maxilares, dos lábios, assim como a língua, ajudam a manter a dentadura no lugar.

Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o que fazer?
O melhor remédio é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação no céu da boca.

Devo dormir com as dentaduras?
Muitos usam suas dentaduras artificiais durante as 24 horas; no entanto, se sentir dificuldades porque acorda com dor na boca, ou elas soltam à noite, melhor dormir sem elas.

Como limpar as dentaduras?
Sempre que se alimentar, fazer o possível para lavar as dentaduras por meio de escovas macias. Não usar pó para polir, eles podem conter cáusticos alcalinos, ácidos ou partículas, os quais podem arranhá-la. 0 acúmulo de antigas partículas pode dar mau odor. Uma dentadura que não está limpa nunca é confortável. A melhor maneira de evitar o acúmulo de tártaro é não deixar que se deposite.

Devo usar produtos de fixação?
Quase sempre não há necessidade de pó adesivo; deve-se usá-lo somente a conselho do seu dentista. Muitos pacientes não ficam satisfeitos com a retenção das suas dentaduras; começam por conta própria ou por informação de outros a usar pó adesivo, porém, com a pressão aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando se aumentar cada vez mais a quantidade desses produtos.

Expectativas quanto às próteses totais


As próteses totais são aparelhos cujas funções são reconstituir a mastigação, fonética, postura e estética em pacientes totalmente desdentados.
Embora o número de indivíduos totalmente desdentados tenha diminuído nas últimas décadas há ainda uma efetiva demanda por esse tipo de tratamento. Existe uma grande necessidade de programas educativos no Brasil de atenção odontológica para a Terceira Idade. Programas preventivo-educativos em pacientes jovens diminuíram as necessidades de próteses totais em pacientes idosos.
O Sexo, a raça, a cor, o formato do rosto, o relacionamento maxilo-mandibular e outros apresentados por cada paciente são fatores analisados pelo Cirurgião Dentista quando da sua confecção.
Recomenda-se ao paciente portador de prótese total procurar o Cirurgião Dentista a cada cinco anos para uma análise criteriosa da necessidade de ajustes ou não ou de trocar as em uso por novas. A estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea e dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação ou não de uma nova dentadura.
Muitos pacientes desdentados totais portadores de próteses totais duplas queixam-se da instabilidade da prótese - principalmente a inferior, dificuldades na mastigação e fala sendo que a avaliação fonoaudiológica menciona alteração na deglutição, mastigação e fala.
Após instalação da prótese pode ocorrer que as pessoas se preocupem com o ruído que possam fazer com os dentes ao se tocarem; ou com um pequeno embaraço na conversação; outras reclamam a quantidade anormal de saliva na boca, certo número de pessoas preocupa-se com possíveis mudanças em sua expressão facial normal; ainda outras com a dentadura inferior deslocando-se continuamente. Quase todas as pessoas se queixam que ficam com a "boca cheia" ao colocarem dentaduras. Na maioria das vezes estes "problemas", quando presentes, desaparecem em curto espaço de tempo.
Muitos pacientes não ficam satisfeitos com a nova dentadura ao ser instalada. Existe um período de adaptação. Esse é para a prótese total inferior quatro vezes mais demorada que a superior. È bastante fácil o entendimento de o porquê dessa diferença: Quando se abre e fecha a boca o que é movimentado é a mandíbula - parte inferior da boca – que sofre grande influência dos músculos ao redor e de dentro da boca. Já a maxila permanece estática durante o referido movimento. Alie-se ao fato de que o rebordo alveolar – “osso que serve de suporte à dentadura” - inferior quase sempre é bem menos volumoso que o superior.
Em contrapartida existem pessoas que estão mais felizes e saudáveis com a prótese total do que seus próprios dentes. Algumas inclusive acham que sua aparência tenha melhorado e, muitos outros, comentam que podem comer melhor e mais confortavelmente.

Os dentes de siso

Quantos dentes do siso existem?

Existem quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito e um esquerdo e dois inferiores, também direito e esquerdo.

Em que idade eles normalmente erupcionam?
A erupção ocorre normalmente dos 17 aos 20 anos, portanto, são os últimos dentes erupcionarem.

Todo mundo tem o dente do siso? Não.
Por que às vezes eles não erupcionam?
Porque algumas pessoas não possuem este germe dental do siso responsável pela sua formação; às vezes, não erupcionam por falta de espaço na arcada dental, ou ainda, pela posição horizontal do dente e que dificulta a sua erupção.

O que acontece se ele ficar dentro do osso e não erupcionar?
Podem produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao paciente e possíveis degenerações (lesões císticas).

O que acontece se ele erupcionar parcialmente?
A erupção parcial ocorre geralmente por falta de espaço na arcada ou pela posição horizontal do dente. Ambos os casos dificultam a erupção ocorrendo, dessa forma, a erupção parcial do siso. Esse quadro pode provocar gengivites ou inflamação da gengiva, abscessos na região, irritação local, dor e edema.

É verdade que o dente do siso empurra os outros dentes provocando mudanças de posição?
Há duas correntes: a primeira diz que se houver espaço suficiente para a erupção do siso e o paciente não tiver tendência a apinhamento (mudança de posição) não haverá problemas; já a segunda diz que se o espaço for insuficiente e o paciente com tendência a apinhamentos poderá ter problemas futuros, como o apinhamento de dentes.
Quando a gengiva do dente do siso que está erupcionando inflama, o que fazer?
Deve ser feita a remoção do tampão gengival que cobre parcialmente a superfície dental (ulectomia) ou a curetagem gengival ambos realizados pelo profissional. O paciente, para melhorar esse quadro inflamatório, poderá realizar higiene oral rigorosa no local, bochechos com anti-sépticos bucais podem amenizar o quadro, mas para resolver o problema o paciente deverá procurar um cirurgião-dentista.

Quando é indicada a extração do siso?
A sua extração está indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.
FONTE : REVISTA DA APCD V. 50, Nº 6, NOV./DEZ. 1996

A saúde bucal do idoso


A saúde bucal, parte integrante e inseparável da saúde geral dos indivíduos, tem sido relegada ao completo esquecimento pelo setor público quando se discutem as condições de saúde da população idosa.
É sabido que o adulto de hoje será o idoso de amanhã.
Percebe-se que a perda total dos dentes é aceita pela sociedade como algo normal e natural com o avanço da idade, o que evidentemente é falso e que deve ser modificado.
No que se refere a adultos, as ações públicas limitam-se a práticas mutiladoras, ou seja, extrações dos dentes que culminarão, no futuro, a idosos edêntules.
Portanto percebe-se que quando o edentulismo se faz presente é porque as medidas de prevenção e tratamentos restauradores ainda no adulto inexistiram ou fracassaram integralmente.
Frente a esse quadro aliado a termos um aumento demográfico deste segmento etário há que se definir prioridades que orientem uma restruturação do sistema tanto a nível governamental como enquanto sociedade e uma mudança de atitude frente aos problemas de saúde bucal que, em última instância, resultam nestas condições de ausência de dentes total ou parcial entre os idosos.
Os programas odontológicos hoje existentes regidos pelo SUS têm o seu caráter social pouco amplo, mas que demonstram resultados altamente positivos. O atendimento a crianças de 05 a 14 anos deve ser elogiado. Estas mesmas crianças hoje atendidas deverão apresentar-se quando adultos ou mesmo idosos com saúde bucal, ou seja, presença de dentes sadios ou mesmo restaurados possibilitando a correta função mastigatória. Esta é a ideologia dos programas odontológicos preconizados pelo SUS.
O que se questiona é:
E o adulto, futuro idoso?
É preciso mudanças: Inicialmente na mentalidade social e posterior buscar transformações políticas de saúde governamentais.